Tuesday, October 27, 2009

Missão Co(u)mprida!!

•Aviso n.º 107/2009. D.R. n.º 208, Série I de 2009-10-27

Ministério dos Negócios Estrangeiros


Torna público ter a República Portuguesa efectuado, em 6 de Outubro de 2009, junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa, o depósito do seu instrumento de aprovação do Protocolo Adicional Relativo ao Acordo de Cooperação para a Protecção das Costas e Águas do Atlântico Nordeste contra a Poluição, adoptado em Lisboa em 20 de Maio de 2008

Friday, October 23, 2009

Assim Acontece! Algum Comentário?

Novo Governo
2009-10-22

O Primeiro-Ministro propôs a o Presidente da República os nomes para o XVIII Governo:
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Luís Amado
Ministro de Estado e das Finanças: Teixeira dos Santos
Ministro da Presidência: Pedro Silva Pereira
Ministro da Defesa Nacional: Augusto Santos Silva
Ministro da Administração Interna: Rui Pereira
Ministro da Justiça: Alberto Martins
Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento: Vieira da Silva
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas: António Serrano
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações: António Mendonça
Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território: Dulce Pássaro
Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social: Helena André
Ministra da Saúde: Ana Jorge
Ministra da Educação: Isabel Alçada
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Mariano Gago
Ministra da Cultura: Gabriela Canavilhas
Ministro dos Assuntos Parlamentares: Jorge Lacão
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros: João Tiago Silveira

Notas biográficas dos novos ministros

Thursday, August 13, 2009

Visão de Medina Carreira

http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Negocios+da+Semana/2009/8/portugal-e-um-grande-caso-bpn.htm

Why aren’t our leaders thinking more about the environment?

12 Aug 2009
The Barrie Examiner (Canada)

Why aren’t our leaders thinking more about the environment?

"Where are all the leaders? The decisions you make today, in regards to any and all environmental issues, could potentially sway a whole generation of future voters. Tell me you realize this. If you do not, well then, it is time for you to wake up and look around!

Are you that shallow that you are only concerned about yourself? Are you only concerned about the influence you demonstrate during your term of governing? Seriously. Environmental issues need to be well thought out. They are decisions that will outlast any of your terms. These are decisions that will affect a town, a county, a province, a country, a continent and a planet forever.

There is a new energy that surrounds the next generation. These are young people that are not afraid to admit that mistakes have been made. They actually understand the importance of recognizing these mistakes. They even seem to celebrate the discovery of such mistakes, knowing that a mistake must be recognized before it can be corrected. This younger generation gets it. This is your chance to embrace the next wave of voters, the next band of leaders.

When a decision is being challenged, that is when a leader should listen. Some decisions are made before all the facts are presented. Look at the facts in this case, listen to the opposition, gauge the impact, and find alternatives. Don’t be afraid to stand up and say that you have participated in a mistakes, that is what genuine leaders do.
It’s never too late to do the right thing."

Thursday, June 18, 2009

A mula da cooperativa

Em sede de integração europeia, muito se menciona a falta de uma só voz, e para dotar a UE dessa voz, defende-se também a criação de um exército digno. José Cutileiro escreveu na sua crónica do Expresso do fim de semana passado que "Os europeus criaram na União uma espécie de cooperativa fortíssima que promove os seus interesses morais e materiais e é insubstituível. [_] Mas em tempo de guerra - e a guerra virá um dia - não é defensável porque os corações nacionais se aninharam no pacifismo. Salvo honrosas excepções os orçamentos militares andam há anos abaixo do mínimo necessário à segurança das nações."
Pode deduzir-se desta afirmação que a fragilidade militar da UE continua a ser um obstáculo na sua construção, deixa-a dependente dos EUA e da OTAN e o processo de integração será sempre ameaçado enquanto a União como um todo não admitir que não é por estar militarizada que é promotora de guerra nem que emite nenhum sinal de verdadeira federação de estados. As premissas conformadoras deste olhar recorrente são inevitáveis, mas não são desculpa para impedir que a UE se equipe deste garante da paz e respeito pela soberania dos seus próprios Estados (pelo menos para já). Enquanto isto não acontecer, o modelo europeu continuará a ser coxo... As coisas arrastar-se-ão, porque como diz Cutileiro (por outras palavras) na UE temos muitas mulas teimosas, que não conseguem seguir outro caminho. E como temos que contar com todos...

Wednesday, June 17, 2009



Pensamentos da noite, em tempos de crise:

- Afinal quanto é que nós recebemos se um dia ficarmos sem emprego?
- Sem emprego?!
- Sim, disseram-me que só temos direito a 60% do salário...
- Mas tu estás com medo de perder o teu emprego agora?
- Não, mas já estou a pensar na reforma !

Passadas que foram 2 ou 3 horas...
- Vamos lá voltar a coisas sérias...
- Coisas sérias agora?
- Sim, ainda não esclarecemos isso da reforma! Ainda estou cá preocupada.

E que pensamos nós de voltar para Portugal?
- Às vezes tenho cá umas saudades...
- Eu sei lá, devia voltar agora e pronto!
- Pois, mas à noite falas com os amigos e esqueces logo o que decidiste na praia à tarde!

Wednesday, June 10, 2009

As pérolas de MFL

Na campanha para o PE, o agitar das águas foi tão ténue, que entre almoços e jantares, alguém se esqueceu de partir para um verdadeiro combate pelo lugar do país na UE.

Quando Vital Moreira foi mostrar empresas como a Aquinos, para celebrar a existência de casos de sucesso no nosso país, eu quase caía para o lado. Será que eu fui a única pessoa que se lembrou que este caso pode ser uma celebração da castração do nosso tecido empresarial?! Especulo, mas vejamos este caso: a IKEA celebra tendencialmente contratos leoninos para produção de mobiliário de média e baixa gama. As reduções das margens de lucro poderão prevenir a aplicação de fundos em investigação & desenvolvimento. Por fim, mantem-se o emprego, mas torna-se esse trabalho muito volátil porque em época de concorrência com potências produtivas semi-desprovidas de escrúpulos, arrisca-se o empresário português a perder a sua capacidade de atracção ou retenção da produção a médio e longo prazo, contabilizados custos, por exemplo, obrigações de regalias sociais, ou imposições industriais de segurança do trabalho e do produto que oneram inexoravelmente, ainda que sejam conquistas modernas que devemos acarinhar. Celebrou-se uma potencial perda que só serve por agora! Os recursos a quem se devia conferir maior capacidade vão perder-se se não os dotarmos de capacidades técnicas acrescidas. Sempre o dilema de obter o know-how!

Com obras faraónicas não se aumenta necessariamente a competitividade de um país. Vias de comunicação são equipamentos, que ou são necessários, ou então são despesismo. Já educação, nos dias do paradigma mundial do conhecimento e mais-valia técnica, poderiam colocar a nossa produção e mão de obra em patamares diferentes. E isso sim, são condições essenciais para promovermos a nossa economia, que temos vindo a hipotecar. Os partidos que continuarem a ignorar essa realidade ou padecem de cegueira crónica (não se pode dizer autista), ou merecem que o eleitor lhes vede o caminho!

Em Portugal reina uma confusão ideológica que subsiste não apenas por falta de esclarecimento do eleitorado, mas também por adequação deste à desinformação. Muito resulta da acção partidária, mas o eleitorado devia reagir de maneira distinta na urna. Este foi um jogo perigoso, especialmente para o PSD, que vinha a fazer uma corrida longa em busca da credibilidade junto do eleitorado, e agora terá que mostrar uma endurance sem prazo para abrandar. Mas as pérolas de Manuela, apesar de mais relevantes, ainda não reluzem como diamantes aos olhos do povo...

A oposição saíu, não reforçada, mas com argumentos reforçados. E isso conta tudo, especialmente para o PSD e o PP. O PSD vê Manuela Ferreira Leite com outros olhos, e o PP afinal não morreu. Já a viragem à esquerda, só espantaria se assim não fosse. Então onde ficava a crise como arma eleitoral? Mesmo assim, o grupo PPE ganhou muito do mapa europeu...

Friday, June 05, 2009

O bicho carpinteiro

Comparado que está Vital Moreira a Geppeto, o carpinteiro pai do Pinóquio, aproveito a deixa para acrescentar que na fábula que me parece a atitude do carpinteiro Vital há outros carpinteiros: os bichos-carpinteiros. Com efeito, Vital Moreira apresentou-se em campanha como um candidato disposto a obrar em madeira carunchosa! Daí que o pretexto da caixa de pandora o tenha feito defender a obrinha... Ou qualquer que tenha sido a encomenda.

Porém, o que me parece que saíu melhor que a encomenda nesta campanha, foi a tarefa de que se encarregaram Mário Soares e Ana Gomes. Para denegrirem Durão Barroso, estas duas figuras de cúpula do PS nunca se põem de fora. Do que se esquecem é que ao fazê-lo andam sempre a maltratar o nome do país! Pode ser um argumento duro de engolir, mas não nos esqueçamos que termos um português colocado no lugar de Presidente da CE é por si só uma mais-valia para todos os portugueses. Somos vistos como intelectualmente capazes e, a despeito de Mário Soares, Durão é considerado como políticamente hábil. Sobram dúvidas sobre se Durão Barroso se terá vergado aos interesses dos grandes países no Conselho. Temos que distinguir que não é o mesmo deixar morrer um assunto porque ele é inconveniente a um qualquer país e outra coisa é colocar de lado uma hipótese que sabemos antecipar que não passará facilmente ou de todo! E vêm juntar-se a figuras como Poul Nyroup Rasmussen para quê? Que dividendos colherão da ascensão desta figura tão trauliteira quanto exagerada nos seus ataques incessantes a Barroso? Pior desde que um outro Rasmussen obteve um belo lugar num cargo de prestígio como o de Secretário-Geral da OTAN. Temo que estejam por sarar feridas no orgulho, como o caso de Mário Soares que queria acima de ex-Presidente de um país, ter sido também um Presidente na História da Europa.
A tentativa de colarmos a reeleição de Barroso às europeias, é perigosamente uma tentativa de alteração dos paradigmas de funcionamento da mecânica política e dos processos de nomeação da Comissão Europeia, com uma maior intervenção do PE. Caberá mesmo ao PE decidir quem nomeia para o cargo? Então e os tratados em vigor? E as preocupações democráticas, que foram tão grandes quando se recusou a Constituição e Lisboa? Estou a ver alguma conveniência pessoalizada em recusar a identidade de razão neste caso.

A abstenção é também outro caruncho. Aflige-me que o eleitorado não veja que votar não é dever de cidadania, é poder de democracia! Por questões de cálculo da proporcionalidade, a abstenção, a votação em branco ou nula dão força aos partidos que obtiverem mais votos expressos no sufrágio. E isso nunca será o desejo de um eleitor despeitado e desafectado do panorama do sufrágio em causa. Por outro lado, se estivermos contra os partidos, os projectos que apresentam, as listas que propõem, então temos que nos manifestar, e manifestar sem remediar pressupõe um voto. Em branco ou nulo, mas votar! Se em lugar de termos acima de 80% de abstenção tivéssemos cerca de 40% de votos em branco ou até nulos, acreditem que os partidos iam obrigar-se a rever rapidamente tudo o que os relaciona com o eleitorado! A falta de legitimidade num caso e noutro é completamente diferente. Não há tanto lugar para dúvida de que as pessoas não vieram mas concordavam! A indiferença não é a mesma coisa que o repúdio. O cidadão responsável enquanto eleitor pode repudiar, enquanto turista é um indiferente.

Friday, May 29, 2009

EU Profiler

Aplicável a crentes (c/ ou s/ cartão), ainda indecisos ou apenas curiosos...
Façam o teste!

"Descubra o seu posicionamento no panorama político das Eleições Europeias de 2009" http://www.euprofiler.eu/

Wednesday, May 20, 2009

Bloco Central e Bloco das Esquerdas... no PE

Diz o Sr. Eurodeputado Miguel Portas na sua entrevista ao Público, publicada hoje, que "O grau de homogeneidade entre PPE (onde se inclui o PSD) e PSE (onde se inclui o PS) é maior do que o da esquerda, porque a Europa é governada em regime de bloco central." Pena que em resposta à pergunta seguinte tenha que dar o braço a torcer e admita publicamente que "Em Portugal PCP e BE votam da mesma maneira em 90 por cento dos assuntos (...) Em Bruxelas é o mesmo, talvez a percentagem seja de 95 por cento". Apesar de afirmar que isto não lhe causa qualquer desconforto, pelo menos a mim causa-me. Então o que distingue verdadeiramente a representação feita por BE e PCP em Bruxelas e Estrasburgo, se no fim o deputado votará da mesma maneira, e pior, fica integrado, leia-se diluído, num grupo europeu que é o mesmo e é por si manifestamente pequeno? Se interpreto correctamente as suas palavras, e tendo em conta que por meio fica ainda a condenação da postura de Vital Moreira, porque este defende que há diferenças enormes, e pelo contrário, segundo Portas os grupos europeus do PSD e PS se pautam pela lógica de compromisso no Plenário de Estrasburgo, a declaração mediata para o eleitorado é que quem quiser votar em ruptura com o estado actual das coisas, só pode mesmo votar na esquerda. E como o BE e o PCP se confundem, podem votar no BE, que ainda por cima não traz para a Europa tudo o que é assunto interno, mesmo fora de âmbito. Sub-repticiamente transmite-se esta ideia, que não vai de encontro aos muitos exemplos em que o PPE e o PSE se aliam aos liberais da ALDE para obterem o que querem, esses sim no pêndulo por essa via. E é também um logro, porque, é menos prejudicial qualquer postura que não seja a da PermanenteContestaçãoPortuguesa, mas naquela família europeia, este é o modus faciendi, e o BE afinal também é eurocéptico. Ora, em rigor, só quem é do contra é que pode votar sem compromisso, numa casa que tem mais de 750 pessoas a decidir em conjunto. A lógica do verdadeiro à esquerda e à direita perde-se outra vez, porque em regra quem vota com a esquerda contra muito do que o chamado Bloco Central propõe, é também a extrema direita. E a partir de Julho o grupo dos conservadores ingleses desafectos do PPE...
Por outro lado, esta entrevista demonstra uma verdadeira vontade política, e a necessidade de chamar a si o eleitorado cabe aqui muito legitimamente. Em contraste, deixo uma última palavra sobre a celeuma que Vital Moreira quase criava quando disse que tinha havido saneamento no grupo do PSD. Questiono se sempre que alguém não seja reconduzido num cargo, ainda por cima, político, estamos perante um saneamento? Desta vez consubstancia-se um tique, uma maneira tradicional da pessoa de olhar para as coisas, mas não vou adjectivar, porque este comentário levar-nos-ia a tempos em torno de 1974, por duas razões. Foi simultaneamente o tempo dos saneamentos e o auge dos exacerbos estalinistas. Afinal adjectivei. Mas junto outra nota: a nomeação para certos cargos, independentemente da qualidade e desempenho dos seus titulares pode ser uma prenda envenenada e significar até que não servem para muito mais. E sabemos que bons eurodeputados podem aspirar a mais, como serem Presidente da Câmara, só não sabemos é se isso é mesmo uma tentativa de fraude, ao eleitorado ou à lei das quotas. Fica por qualificar.

Friday, May 08, 2009

MIÚDOS!
Quem está em Lisboa?

Wednesday, May 06, 2009

Le dic(ta)teur

Dizia ontem o M. le Président em Nimes que a questão não é o que a Europa pode fazer, mas o que quer a Europa fazer? E mencionava grandes linhas programáticas como o que fazer com a Turquia e a Rússia, falava de feitos da sua Presidência da UE... Colocava a França e a UMP na vanguarda da decisão. Tudo num tom muito umbilical, fiel ao seu estilo.
Como a campanha em Portugal tende a pegar em modas de fora, como apresentar programas eleitorais e guerras contra e a favor de Durão Barroso (temperadas por grandes doses de especulação, mas disso falarei depois), e entre Sarkozy e o nosso PM podemos rever o estilo de um nos modos do outro, interrogo-me até quando vão as campanhas em prol do nosso governo para as eleições europeias evitar pegar nos mesmos chavões. Digo, campanha pelo governo para as eleições europeias, ou seja, a prova cabal de uma primeira volta das legislativas. Confusos? Também eu, mas o problema é que Sarkozy, ao contrário de outros, não tem sido tão mau quanto isso para a França da cena internacional, e volta e meia levanta o ego aos seus. Por Portugal tudo desce ou cai. Menos a auto-estima senhorial, e este discurso soa a ditado feito. A grande diferença é que Sarkozy vem dispersar assim a atenção dos seus cidadãos para o poder que a sua equipa cá fora pode ter, o que significa subtraír à consciência dos eleitores todas as animosidades contra a sua presidência, e substituir esse sentimento por uma perspectiva de influência e poder gozado na governação europeia. É uma tentativa de isolamento de casos políticos domésticos e europeus. Em Portugal esse exercício vai ser mais díficil. Esperemos que o povo descortine que não é assim que as coisas são, e não prefira a toalha de praia à urna de voto.

Thursday, April 30, 2009

Redundância e Crespação

Pareceu-me algo crispado o trato que mereceram certos assuntos na entrevista a Manuela Ferreira Leite por Mário Crespo. É algo habitual do meu ponto de vista. Acho é que não apresenta novidade e dá alguns tiros no pé. O PSD devia estar a capitalizar do descontentamento gerado pela crise, e a somar piquenas vitórias, consolidaria tudo nas eleições.
Concretizo.
- Tem razão quando diz que as obras para o TGV e o novo aeroporto são faraónicas, tem razão quando diz que os endividamentos inerentes são um fardo pesado para as gerações vindouras, e é fulcral que se veja que isto não equaciona o que temos de identidade europeia. O argumento da insustentabilidade das obras nunca teve uma verdadeira concretização, não é palpável o leque de argumentos até agora levemente dados ao grande público pela oposição do PSD. Mais ainda, os argumentos do governo a favor são tão pouco ou menos sólidos, e o argumento de termos risco de perda dos centros de decisão para nuestros hermanos, é, com todo o respeito, uma baboseira, porque se não tivermos estes equipamentos, então aí sim, piora tudo em prol de Madrid. Acho que o que os dirigentes políticos não se atrevem a admitir em público é que a situação em que têm arrastado o país é tão má, que o case for the business é muito díficil de vender, falíveis que são as especulações subjacentes. Seria correcto adiar, seria certo fazer a seu tempo. Palavras ditas e acta para todas as ocasiões em que se discutisse este assunto. Mas não foi isso que se viu até agora. Sobra dizer que os faraós criaram uma obra que perdurou, apesar da sua civilização ter sido bastante diferente da nossa...
- o Dr. Dias Loureiro, o BPN e o Freeport são evitados e a evitar, com toda a razão; mas que me lembre o Sr. Conselheiro de Estado e ex-Ministro do nosso actual PR nunca foi dirigente de um clube de futebol, portanto a alusão a clubes de futebol foi desajeitada, tanto que pode lembrar algumas pessoas de que no PSD, tal como noutros partidos, temos casos de futebol, nomeadamente outro Loureiro...
- se o PSD perder nas eleições europeias, perde. Não. Não pode ser assim que se responde quando no final se diz que se quer ganhar, e até porque as sondagens trazem todos os cenários dado o descontentamento geral. Mas este não foi um sinal de confiança e confiável. E é incorrecto dizer que se vai debater o país. O que se vai debater é o interesse do país, o que tem que ser avaliado é o peso da Europa no país e o dever incumprido do Governo conta porque hoje mais do que nunca temos a Europa em casa, e as pessoas têm nas Europeias a faculdade de decidir quem querem a preparar as regras de sua casa, e em muitos casos a contrabalançar os governos. Será que alguém vai seguir ou debater convictamente a importância da aceitação do Tratado de Lisboa como marco do federalismo, se não souber que os poderes do Parlamento são alargados ao mesmo tempo que muito passa a um nível ainda mais supra-nacional porque assim se abrem portas a novos contra-poderes institucionais?
A maneira como são apresentadas as decisões dos partidos que se propõem democráticos assusta-me quando não me repugna. O povo é o demo, mas isso é o equivalente grego para dizer que governa a maioria, não quer dizer que tenhamos que temer a percepção do eleitorado. Dentro de alguns partidos, e o PSD é vítima clara, sobrepõe-se o combate político interno. A oposição é uma actividade a par de dirigir o partido, porque é a equipa escolhida que coajuda. Em qualquer actividade, quem não consiga levar a cabo a mesma, torna-se redundante, uma sobra. Espero que não se verifique no final de tanta batalha que MFL foi tão redundante que em inglês se diga que ela por seu pé e escolha was made redundant, ou seja, não quero que venha agora a sobrar para mais ninguém senão e verdadeiramente para o governo.

Tuesday, April 28, 2009

A influência dos porcos




Acho que a gripe (influenza) suína anda por todo o mundo. Pelo menos, a Organização Mundial de Saúde diz que sim.




Por via das dúvidas, e atendendo às notícias, aconselho vivamente a não apertarem a mão a estes dois senhores. E dizem os peritos, que este pode ser um episódio que poderá implicar um retrocesso na fragílissima recuperação da economia mundial.
Vão para o México beber tequillas e dançar com as malucas do spring break, e agora descobrimos mais um fetiche, essa é que deve ser a verdadeira razão. Ou como é que os porcos iam transmitir um vírus aos humanos?

Tuesday, April 21, 2009

Eleições europeias - Contra pois claro

O debate do Prós e Contras de ontem, foi considerado pela RTP como importante. Deram-lhe a honra de ser transmitido em directo na RTPi. Nem o debate sobre o Cristiano Ronaldo teve tal mimo.
Por outro lado, o que sobressai deste debate é uma pobreza de espírito dos putativos eurodeputados que me horribilizou. Não concordam ilustres companheiros do meu partido, mas o caso parece autorizar-me mais a mim do que a eles.
Pelo que vi ontem, acho que se estiver bom tempo na praia e na serra, a abstenção vai bater todos os recordes, para lá dos 71% ditos hoje: com as autárquicas e as legislativas tão próximas, muita gente vai pensar que vai votar contra o governo quando a coisa mais doi, e agora, não lhes interessa e vão mas é à vidinha deles. O debate que dará a vitória à oposição não deve ser contra o Governo, deve ser sim também contra o Governo. Especialmente num momento em que a crise ainda se imiscui nos assuntos de governação interna com uma ferocidade que quase não permite dissociar o que depende de Portugal do que depende da UE. Se um marciano aterrasse na UE agora, e ouvisse os ministros das finanças a comentar a crise, certamente diria que isto é uma federação de estados. Pelo menos no sentido marciano de federalismo deve ser, com todo o remeter de culpas enquanto escusa.
Pessoalmente, considerei o debate do Prós e Contras paupérrimo. Claro que alguns até acharam que o Paulo Rangel esteve bem. Espero que o Sr. seja melhor que ontem em todos os restantes momentos de campanha. Todos. Era bom que soubesse que pode elevar a moral, o nível e as estatísticas ao fazer um exercício simples - oponha-se frontalmente, destemido, mas com classe, sustente-se a si próprio porque sabe e naquilo que sabe, avance sem hesitações. Um livrinho de auto-educação para a estima própria, e um olhar mais atento aos factos, sem preconceitos, para refutar afirmações levianas como o facto de ter tido vice-presidentes contra. Então, ninguém faria nada em democracia, porque não apenas as vitórias absolutas confeririam legitimidade. Esteve muito bem quando mencionou que o PS teria problemas com este cabeça de lista, mas de resto pouco aproveitou. Podia ter virado tudo contra Vital Moreira, e sem ter atacado directamente o Governo podia tê-lo apanhado mais vezes, e acabava inevitavelmente por cercar o Governo.
Aquele programa é o Cluedo jogado pelas senhoras do Bulhão! O silêncio de um significa o desespero do outro, mas se houver algum dos dois a falar e acertar no erro que o outro esconde, convence logo ali o eleitorado.
Foi uma oportunidade desperdiçada ontem, porque o debate esteve vazio de ideias, com pouco conteúdo em debate, estavam todos muito brandos ainda, porque a campanha está por arrancar. O PSD não tem coisa nenhuma que temer. E quem mostrasse mangas arregaçadas mas um tom polido, tinha uma primeira prova para gerar empatia com o eleitorado. O PS levou os pauliteiros todos, para fazer a claque. Tanta coisa contra... mal aproveitada!
Mantiveram o bico calado, ou a boca aberta para se atascarem, excepto Melo e Portas. Os outros, parecem uma verdadeira cambada, com a agravante de que a Ilda Figueiredo não depende destes debates para ganhar votos. Já se vê quem sai a perder.
Portanto, é necessário olhar para o lado, para confirmar se é certo o caminho que seguimos. Por outro lado, os burros, com palas nos olhos, também fazem o seu caminho.

Nós, Europeus


Deixo-vos menção de um livro em destaque na Waterstones em Bruxelas, de Richard Hill. Coloca-se a dúvida pertinente se não teremos em breve algo de parecido nas livrarias portuguesas, assinado pelo candidato Vital Moreira?

Numa época em que a informação flui com urgência, e nos influencia por vezes sub-repticiamente, lá disse o Fukuyama que a história acabou. Por vezes somos apanhados em desconhecimento total, mas é sempre mais um caso curioso. E veremos como acaba esta história
Longe de mim pensar que houve plágio, muito menos por um título em línguas diferentes, não vou dizer que se configura o caso, mas porque o livro é de 1997 e versa sobre o que versa, parece-me merecer destaque o caso.
Para que não me acusem de ser um perseguidor desenfreado, deixo aqui as referências desta bibliografia:

Date of publication: 28/02/1997
Publisher: Europublic sa/nv
ISBN: 9789074440110

Friday, April 03, 2009

Gratias per enciclica tantricum

Menciono isto, hoje, em ressaca de G20, enquanto muitas alminhas alinham em Estrasburgo contra a NATO/OTAN. Desse caso darei conta outro dia, porque este já vem na minha mente desde o meu dia de anos, portanto, toda uma semana.
Para os inadvertidos, sou católico, crente. Sou contestatário da Igreja e da postura com que os consílios e o Vaticano assumiram essa soberba que se alicerça na história e na tradição, professo a fé, e pratico a moral quotidianamente. Dói-me ver a mendicidade em toda e qualquer rua deste mundo. Aflige-me a pobreza, a material e a espiritual. Tortura-me essa violenta maneira de estarmos na sociedade moderna em que ignoramos todos os sinais dos aflitos e passamos imperturbáveis por todas e tantas carências, de mão estendida e olhar remelado, esbugalhado e silencioso no seu pedido de socorro... qualquer que ele possa ser! E estou demasiado longe de fazer o que poderia mudar este estado de coisas.

Seremos todos mais papistas que o Papa? Então só o Sr. Bispo de Viseu veio manifestar a sua discordância com a solução proposta pelo Vaticano, de que o Papa fez tanta publicidade em África? Da sabedoria de sua Santidade já muito foi dito, mas creio que ainda ninguém ousou dar-lhe uma interpretação moderna. Lá porque este Papa foi nomeado em prol do retrógrado espírito das encíclicas pré-DST não significa que não possamos decifrar as mensagens subliminares no seu discurso. Defende o Santo Padre que a solução para a SIDA não está na utilização de preservativo. Não podia estar mais de acordo. A profilaxia de uma tal doença não pode passar por borrachinhas. E então... está antes num despertar humano e espiritual. Concluo portanto, em modernice que me assola o cérebro, quiçá fortemente perturbado por libertinagem libidinosa, dolosa, e até agora nunca dolorosa - o que se lê nas entrelinhas é uma referência ao sexo tântrico, mas em código canónico. Seremos humanos, teremos o prazer de nos entregar ao próximo, em práticas que pela endorfina ou a garraiada hormonal que sempre provocam os momentos pornográficos nos faz escolher parceiros com quem nos sintamos bem. Pergunto ainda, quem não atinge toda essa espiritualidade como fará para se prevenir? Quem não logra conhecer uma verdadeira cara metade em quem possa confiar, como fará para evitar uma tal doença? Dos fracos recursos que existem para combater a propagação desta doença, creio que deixarmos a mensagem de que não se deve usar o preservativo é uma dízima demasiado cara. Ainda que a motivação seja pecaminosa, acho que a imagem de Deus castigador foi deixada faz tempo. Non habemus coerência neste caso!

Friday, March 20, 2009

Portugal: A Nação-Lar da 3ª Idade...

20 Março 2009 - 00h30
Demografia: País mantém dez milhões de habitantes em 2060

"Portugal está a envelhecerPortugal vai manter os actuais dez milhões de habitantes em 2060, segundo as previsões do Instituto Nacional de Estatística (INE) que dão ainda conta de um envelhecimento acentuado da população. Daqui a 50 anos, existirão 271 idosos por cada 100 jovens.
Em 2060, o INE prevê que existam 10 364 mil habitantes em Portugal. Com este cenário, denominado central, em que pesam os fluxos migratórios, nascimentos e mortes, o número de pessoas com mais de 64 anos será de 3,347 milhões, enquanto os de jovens com idade inferior a 15 anos irá rondar os 1,2 milhões.
Quanto ao número total de habitantes, Portugal deverá registar um aumento da população até 2034. A partir desse ano, os valores começam a diminuir.
Sem a influência da imigração, sustenta o INE, o número de residentes em Portugal diminuiria significativamente. No âmbito da hipótese "improvável" de ausência de imigrantes e mantendo as suposições em termos de nascimentos (fecundidade) e mortes (cenário sem migrações),
Portugal perderia 25 por cento dos residentes nos próximos 50 anos, que passariam a ser 8,105 milhões.
No cenário elevado, a população aumentará continuamente até 2060, como resultado de maiores volumes migratórios anuais e conjugados com níveis de fecundidade mais elevados.
Neste caso, o número de pessoas a viver em Portugal, em 2060, chegará aos 11, 992 milhões."
André Pereira com Lusa

Wednesday, March 18, 2009

Friday, March 13, 2009

As enquelinações do nosso povo

Um amigo chamou-me a atenção para um caso insólito: a SIC entendeu dar voz ao povo, que dissessem os visitantes do seu site o que fariam caso tivessem o poder nas mãos. E se eu mandasse, algumas pessoas voltavam para a escola, mas para já, é bastante alegre a leitura do programa eleitoral popular, por vezes comezinho - um senhor diz que cortava as árvores secas enquelinadas para cima do terreno dele. Espreitem aqui.

O Estádio do Bayern...


Tuesday, March 10, 2009

Acidental



Declara-se que a mulher de Morgan Tsvangirai foi vítima de um acidente verídico. O enterro foi cerimónia que contou até com a presença de Mugabe, que se demarca das suspeitas naturais de mão culposa no acidente. As suspeitas foram dissipadas por declarações de Tsvangirai, pelas suas palavras contra a dúvida normal para um tal caso no país como hoje conhecemos. Esperemos que seja assim. Triste que um caso destes tenha que ser analisado com tanta suspeita.


Wednesday, March 04, 2009

28 de Fevereiro de 2006

Regabofe desgraçado ou não, atolados em trabalho ou não, perdidos no conforto do sofá frente à TV em compasso de espera para a vez da pipoca que estala no micro-ondas, ninguém marcou esta grande efeméride.
Foi no dia 28 de Fevereiro de 2006, faz agora 3 belos aninhos, que deixámos a CE. Belos e saudosos tempos, cuja memória as ditosas forças do destino nos levaram a deixar de lado desta feita, mas que não podem deixar de ser celebrados!
Deixo-vos uma quase lengalenga. Uma análise do nada em concreto, com quase todos os espaços em branco, que poderão preencher como lhes convenha.

Vejamos então o que ainda nos traz o exercício à lembrança:
- O nosso país está como o resto do mundo, em plena crise financeira. Parece que uma vez mais não conseguimos convergir, foram os outros que desceram ao nosso nível. Grande feito, estarmos com o resto da manada. Grande bitola, carola e ignomínia a de um Governo que ainda nos vem falar de possibilidade de recuperação.
- A UE está a ficar bipolar - num dia diz-se capaz de vencer a crise, derrotar tendências proteccionistas e comer os americanos, no outro dia precisamente o oposto, sem esquecer que já foi comida pelos russos, nem sequer serve para ser comida por Israel, não consegue apoiar os palestinianos, não serve para nada nos restantes conflitos que assolam por África e Ásia... Dependem os 27 de tudo e todos, somente que a União continua um gigante económico e um anão político.
- Os BRIC, andam a preparar-se para o seu salto, talvez a crise venha em altura menos conveniente. Se não fossem os BRIC onde iríamos? Sem a corrupção e degradação social existente em cada um destes países, servida em bandejas de prata a uma crescente oligarquia, como seria o mundo de hoje, com crise financeira global e estas economias em crescimento ainda assim acima dos 5%?
- E na Casa Branca temos o Sr. Obama. Parece que este é que é o bombeiro que todos os fogos temiam. O novo presidente dos EUA vai resolver o mundo. Já passaram 6 semanas e a coisa não lhe tem corrido de feição, diria eu que se fossem outros, até já lhe teriam apontado que tudo lhe corre mal e que isto não vai a lado nenhum. Ele diz que é bom, os mercados financeiros tremem. Ele diz que é mau, os mercados financeiros amedrontam-se. Ele diz que não pode ser assim, tem que ser assado, e toda a gente diz que tem razão... menos os mercados financeiros

Para usar enfim uma analogia que utilizei em tempos e ficou célebre nos nossos dias de quase-funcionalismo comunitário, vemos o tradicional virar de um barco, que ia quase sem timoneiro e agora todos querem agarrar, e por isso os piratas a que nos acostumámos na última década e se davam por seguros na puberdade da nossa idade adulta que foi aquela época em Bruxelas, agora estão a agachar-se. De fora estão as cabeças de alguns, menos piratas que malandros, que ainda não descobriram que as suas pernas de pau já estão cheias de caruncho!

Friday, February 20, 2009

Slumdog Millionaire - um filme espectacular!!

Quem Quer Ser Bilionário?
(Título Original Slumdog Millionaire)



Jamal Malik, um órfão de 18 anos dos subúrbios de Bombaim, está apenas a uma pergunta de ganhar os espantosos vinte milhões de rupias da versão indiana do concurso "Quem quer ser Milionário".
Apanhado numa suspeita de fraude, ele confessa à polícia a incrível história da sua vida nas ruas e a da rapariga que amou mas que perdeu.
Mas o que está a fazer um rapaz sem interesse em dinheiro num concurso televisivo?
E como é que ele sabe todas as respostas?

Wednesday, February 18, 2009

Caso de Estudo: Como não melhorar a imagem pública...

Muzzammil Hassan, fundador de um canal de TV muçulmana em NY, pretendia usar a sua estação para melhorar a opinião pública relativamente aos muçulmanos.
Agora é acusado do homicídio em segundo grau de sua mulher - por ele decapitada - após pedido de divórcio...
A notícia poderá ser lida aqui.

Japanese finance minister drunk at G-7

Alerta da Organização Mundial de Saúde:
Postos de elevada responsabilidade político-administrativa nas áreas das Finanças, numa conjuntura internacional de crise financeira e económica, podem originar graves surtos de gripe.
[e a fazer fé na argumentação apresentada pelo Sr. (agora ex-)Ministro das Finanças, após tão grave evidência, acrescente-se a este Comunicado]:
Quando auto-medicado, deverá ter o cuidado de não esquecer ler as contra-indicações na respectiva bula, especialmente se tiver que participar num briefing, reunião ou conferência de imprensa..

Sem comentários. Para quem não conhece esta história, deverá ver com os próprios olhos!!

Cluster marítimo representará entre 4 a 5 % do PIB em 2025

[Notícia Lusa]

As actividades económicas ligadas ao mar têm potencial para representar entre quatro a cinco por cento do Produto Interno Bruto (PIB) português no final de 2025, indica um estudo hoje divulgado.

A concretização da estratégia, planos e acções propostos no estudo "Hypercluster da Economia do Mar", coordenado pelo ex-ministro das Finanças Ernâni Lopes, vai permitir que o valor directo das actividades económicas ligadas ao mar "aumente o seu peso directo na economia portuguesa de dois por cento do PIB para quatro a cinco por cento no final dos 25 anos do século".

O trabalho indica ainda que em 2025, a concretizarem-se todas as acções previstas a contribuição directa para o PIB português, os efeitos indirectos terão um peso na ordem dos 10 a 12 por cento.

A Associação Comercial de Lisboa - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (ACL/CCIP), apresentou hoje ao Presidente da República, Cavaco Silva, os resultados do estudo sobre o "Hypercluster da Economia do Mar", elaborado pela SaeR - Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco.

As actividades económicas empregam actualmente cerca de 75 mil pessoas e, tendo em conta os efeitos directos e indirectos, representam em valor entre cinco a seis por cento da riqueza portuguesa, refere o estudo.

Num cenário "espontâneo de definhamento do país, a criação de um "Hypercluster da Economia do Mar" aparece como "uma força propulsora e um catalizador" para organizar e dinamizar um conjunto de sectores "com elevado potencial de crescimento e inovação" e com capacidade para atraírem recursos e investimentos, nomeadamente externos, acrescenta.

O trabalho foi promovido pela ACL/CCIP e coordenado pelo sócio gerente da SaeR, Ernâni Lopes, tendo contado com o apoio de 15 empresas de referência que operam em Portugal.

O documento visa identificar o potencial estratégico da economia do mar para o desenvolvimento da economia das empresas, tratando-se de um estudo de planeamento estratégico a médio/longo prazo para o aproveitamento do mar.

"A exploração dos sectores de actividade económica relacionados com o mar aparece, para Portugal, como a possibilidade de criação de condições de sustentabilidade futura geradora de valor, poder e constituinte da sua identidade histórica", sublinha o "Hypercluster da Economia do Mar".

O trabalho pretende mostrar que é possível, com "a estrutura e organização sistemática do hypercluster, em que cada componente tem o seu papel, no quadro da optimização do efeito conjunto, potenciar os efeitos de geração de cadeias de valor e eliminar o valor gerado mas que não é retido para a economia portuguesa".

"O desígnio nacional [para toda a sociedade civil] é o de tornar Portugal, na viragem do primeiro para o segundo Quartel do século XXI, num actor marítimo relevante a nível global", e apresentar-se como um dinamizador do desenvolvimento económico e social do país, acrescenta o documento.

O estudo destaca igualmente a necessidade de haver "um enquadramento e facilitação" macroeconómica e de acção governativa, defendendo a estruturação da actuação empresarial conjunta, um ponto fraco constatado no trabalho.

O plano de referência divide-se por plataformas que incluem, entre outras, os planos prioritários, os planos de sustentação imediata e planos de alimentação.

Destes destacam-se os portos, logística e transportes; náutica de recreio, pescas e aquicultura; serviços marítimos; construção e reparação navais; investigação científica e ambiente, para além da defesa e segurança no mar.

No encontro com Cavaco Silva estiveram presentes, entre outros, Bruno Bobone, presidente da ACL/CCIP, e o economista Nogueira Leite.

Tuesday, February 17, 2009

Uma crise, sectorial ou nacional q.b.




Li a entrevista da Visão (12/Fev/09) a António Bernardo, português e World Managing partner da consultora de gestão Roland Berger. Estou iludido quiçá, julguei importante a opinião de um dos senhores mais informados na vida das gestões de empresas, que aconselha da eficiência estratégica em muitos sectores e países, fala de um próspero futuro, se forem tomadas as medidas correctas. Mas a páginas tantas, refere-se à banca como um sector que foi pela sua consultora revolucionado, ao terem implementado uma função de análise dos custos operacionais. Acresce que o modelo para esta eficiência foi inspirado no da indústria automóvel, "um dos sectores mais eficazes". Se a minha memória está bem fresca, não foram precisamente os sectores da banca e da indústria automóvel os que mais dilemas empresariais apresentaram nesta crise? Eis a resposta.
E não se pense que foi só a cópia de modelos de gestão que promoveu o contágio desta crise. Até agora a crise foi selectiva, atingiu fortemente alguns sectores de algum modo poupando outros. O problema do momento é a probabilidade de alastrar-se a crise em virtude dos ciclos negativos gerados. O desemprego é o primeiro sinal de que este perigoso ciclo começou a fazer as suas vítimas. A falta de demanda enfraquecerá o resto... e por aí fora iremos até mais ver.
Durão Barroso passou a mensagem: ou combatemos a crise em conjunto, ou perdemos todos tudo para a crise cada um por si. O que me preocupa é o proteccionismo: após tanta globalização, será que alguém acredita que uma ou a outra economia isolada vencerá a crise? A interdependência e integração gerados pelos modelos agora acusados de excessivamente liberais (outra história) estão longe de ser indesejáveis. Defendo a alteração de muita coisa, mas o modelo anterior tem sido muito válido para a promoção de paz e prosperidade, porque se dependemos de alguém temos necessidade de respeitar esse parceiro. Perdoem-me a ironia, mas vejam o caso da aceitação das imposições vindas da Rússia.

Menu do dia

Pâra qe num réstem dúvideas, deichâmos fóto.

Wednesday, February 11, 2009

As sete vidas de Manuel OliCegueira!

Segundo o Observatório Europeu do Audiovisual, Portugal foi o país em que menos os espectadores se interessaram pela produção cinematográfica nacional.
Tomara, com as grandes produções ôcas, de estilo esotérico e intragável, lembro Branca de Neve e outras gigantescas manifestações dos vultos da 7ª arte nacional, nem eu, que gosto de saber o que se passa no cinema/cultura em minha casa, me consigo interessar pela maioria do que esses senhores colocam na tela. Salvo as honrosas excepções. O nosso cinema, a par do Europeu, é altamente dependente de fundos de apoio, e não parece querer saír dessa condição, porque o artista é um bom artista. Como diria o Chato, não perturbem o artista, nem que seja para o deixar saber que aquilo que faz não tem interesse para a sociedade. Seguramente que não retiraram o exemplo das telenovelas, essas de vento em popa, nem que seja quando falamos de telelixo com morangos e açúcar preparados por meninas de nome pomposo, como Floribela. E não venho defender que esse modelo deveria ser o adoptado. Mas entre 8 e 80 há 72 números.
Manuel de Oliveira por exemplo tem sido aclamado como grande realizador, mas o espectador comum, a grande mol que paga à bilheteira, não se deixa levar em manifestações de realidades à parte, incompreensíveis para os de menor sensibilidade artística. Será que não há ninguém com menos de 100 anos que queira ou possa dar um impulso forte, uma nova luz à cinematografia nacional?

From Russia, with love


O Futebol já não é o que era. Outrora uma disciplina para fedelhos pelintras, iletrados e pouco ilustrados, o fenómeno de massas é uma disciplina de alto valor económico, e as equipas passaram a adoptar métodos científicos em vez de se deixarem levar por meras intuições, instintos de quem muito viu e tem algum jeito para a coisa. E isto é válido para os treinadores como para o plantel de jogadores.
Caíu ontem um dos últimos monstros sagrados do futebol de velha escola, instintivo, arruaceiro. Não houve Nª Srª do Caravagio nem qualquer outra sacralidade que o protegesse da fúria de... de um russo!
Scolari não mostrou resultados que convencessem os adeptos e o dono da equipa (apesar das 20 vitórias em 7 meses), por isso, vai fora agora. Sem mais tempo de espera. Quem me ouve falar de bola sabe que eu não discordo em nada com o lema que em equipa que ganha não se mexe. Scolari, em Portugal, se bem que menos do que no Chelsea, nunca ganhou para merecer o altar que mereceu no Brasil.Pareceu-me que por muitas vezes, entre murros e escaramuças, com uma equipa como a nossa selecção a acabar por ser quase repescada algumas ocasiões (veja-se o empate com que nos qualificámos para o Mundial do ano passado), Scolari era carta fora no futuro da Selecção Portuguesa. Não foi, e ainda bem, levámos belíssimas lições de patriotismo pela mão do treinador brasileiro. O problema é que gargalhadas não enchem barrigas, e Abramovich que o diga. Madaíl que aprenda. O problema é que ele também me parece algo apegado à cadeira. Alguém tem o contacto de Abramovich?

Tuesday, February 10, 2009

ESPAÇO EUROPA


Existe um novo espaço de informação e documentação europeia, em Lisboa, promovido e gerido pelo Gabinete do Parlamento Europeu e pela Representação da Comissão Europeia. Para saber mais.


Wednesday, February 04, 2009

Europeias 2009 - as listas do PS

A notícia do Público de dia 31 de Janeiro, Sábado, avançava com a definição das listas do PS para as Europeias deste ano.
Pus-me a pensar:
1- Diz a notícia que Vitorino integraria as listas, mas só se Durão Barroso não fosse renomeado Presidente da CE, porque será muito díficil para Portugal obter outro Comissário Europeu. A palavra impossível não lhes diz nada? E não me refiro à nomeação ou não, refiro-me à existência de dois Comissários de um mesmo país. Rigor do jornalista ou do PS que deixa esta mensagem? Faz-me lembrar quando Mário Soares era o putativo Presidente do PE, e por isso Vota PS.
2- Francisco Assis quer voltar a fazer vida política interna. Acho que ele quer é voltar a fazer qualquer coisa, depois deste interregnozinho... de todo e qualquer trabalho.
3- A confirmar-se o que a notícia adianta para quem fica, só fica quem deu a cara de verdade.
4 -Curioso, Sérgio Sousa Pinto está em dúvida. Eu também tenho dúvidas, e muitas.

Veremos o que virá dos restantes partidos. Sim, sou um insider. Não, não detenho informações que possa comentar por agora.

Wednesday, January 28, 2009

Quem não arisca, não petisca!

Sim Gang, mudei de nome...sorry guys...agora já não sou a Catana...é que a pedido de várias famílias tive que por as minhas receitas na rede...assim podem ver a qualquer momento.



Vá, vão lá espreitar: http://sconescomlemoncurd.blogspot.com/

Até breve ao Gang em Bruxelas

Sempre vossa, Catana/Lemon Curd

Roubar é crime público


A apropriação de bem alheio, com violência, constitui um ilícito penal. Em atenção à gravidade do acto, é ainda um crime público. Traduzido do jurídico, não carece de participação do lesado, entende-se que é potencialmente lesivo para a sociedade em geral.

Esta é a tipificação do crime de roubo, o que sobejas vezes confundimos com furto, distinto por ser desprovido de violência. E quando há apropriação de bens como os fundos públicos para obras, mas essa prática é feita por detentores de cargos políticos, normalmente a acusação foca-se em peculatos, abusos de poder e de autoridade...


Vem isto a propósito de 3 notícias que para mim constituirão a pedra de toque das eleições que se aproximam:
1- Houve um roubo, violento, em Castelo Branco. Dois homens tentaram assaltar uma ourivesaria. Acabaram por render-se, mas houve um momento em que um deles apenas pediu uma cerveja enquanto, ajoelhado num baldio, decidia se se suicidava ou não. Acabou por beber a cerveja e não se suicidar.
2- Fátima Felgueiras apresentou-se de novo em tribunal, desta feita para se defender de um caso de desvio de fundos. Como o azul foi a côr da moda na campanha passada, o tom para a campanha que se avizinha foi anunciado por um berrante saco lilás. Nada contra, novos trapos...
3- O caso Freeport aparece como mais um daqueles emaranhados em que apelidos e favores nos são bombardeados através de comunicados e comentários proferidos a uma velocidade maior do que Israel acorda e decide bombardear os Palestinianos outra vez.
Para vos ser sincero, o que eu acho é que a única pessoa a ser ilibada de tudo isto seria o desgraçado do ladrão da ourivesaria, mas desenganem-se os de consciência justa.
A Fátima Felgueiras vai conduzir a sua campanha como tradicionalmente, dos tribunais para a Câmara.
O Sócrates e os familiares veremos no que dá, mas como os ex-ministros do PSD também têm estado envolvidos em casos como o BPN, parece que o programa do governo é para cumprir.
Acho bem, pena é que tenha que ser em dois mandatos, sem terem feito grande coisa no primeiro, exceptuada a honrosa tentativa de se esconderem por trás de uma crise mundial. O que isso deu não foi criminalidade e insegurança no país, foi e será sim falta de confiança, desespero que vem à tona de água em casos como o de Castelo Branco. Seria isto uma agravante? Talvez, mas a atenuante virá com votos e mais votos, o povo todo vota de consciência.
A minha pena máxima será ver o povo a dar-lhe maioria absoluta. Parece que quem começa tem que acabar, obra feita ou não. E assim quem cumprirá pena será não só o ladrão, que é para aprender, será também o país, que nunca aprende! Até porque o ladrão deve ter sido empurrado para isso. Especulo, talvez pela crise, falta de emprego, tudo numa situação de desespero, que o levou a roubar, com violência. Já quanto à gula e abuso espelhados nos outros dois casos... não há violência, logo é furto.
Podia era tentar dizer que contra a moral e consciência colectivas também se podem cometer actos violentos, como os que nos levam a crer que todos os intrépidos corruptos saem impunes.

Thursday, January 22, 2009

Guantanamera - porreiro pá

A colaboração diplomática perturba-me o sono.
Disse o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros que Portugal podia receber os prisioneiros que viessem de Guantânamo. Ora, porque razão seremos nós os melhor colocados anfitriões para tão afamados e temíveis terroristas? Ainda que estes Srs. Terroristas não façam jus ao epíteto, depois da estadia em Guantânamo terão certamente mudado de ideias, e se esmiuçarem bem, dúvido que tenha sido para melhor. Terá o Governo necessidade de chamar a atenção para Portugal, querem trazer guerra para dentro de casa? Querem sentir a ira e a fúria de pessoas que se consideram injustamente presas, obcecadas com a sua sede de vingança? Ou ficou secretamente decidido em Conselho de Ministros que Portugal participaria num programa como este em retorno de contrapartidas irrecusáveis? Imagino: venham os prisioneiros, os níveis de segurança mantenham-se, instala-se o caos e depois de algum tumulto, virá o método socrático:
- Portugueses, este é um momento de grande dor. Mas para grandes males, grandes curas, e devemos agora apostar também em novas oportunidades. Vamos apostar na reconstrução do país. Assim geramos emprego no sector da construção e remodelamos a traça de algumas obras, feitas por engenheiros menos prestigiados!!!
Não vejo como, não sei porquê, não vislumbro onde.
Não vejo como pode o Governo tomar uma tal decisão com um tão leve ânimo, e de uma penada em conivência com um colaboracionismo escusado, na linha do que tanto criticou a Durão Barroso por causa da reunião dos Açores em 2003.
Não sei porque querem os nossos pródigos ministros receber este tipo de prisioneiros. Ao que parece as situações graves que se narram sobre o nosso sistema prisional estão todas erradas. Ou eu sou um céptico obtuso.
Restar-me-ia vislumbrar onde se albergam estas gentes, mas neste ponto, sou cego, não consigo ver lado algum. Podia ser vesgo, só veria a prisão de Alcoentre. É que no EPL estiveram celebridades, e não vamos confundir batalhas!
E depois de uma alegre merenda da manhã com direito a pastéis de nata, tomariam os Srs. Terroristas a sua marmita, com sopa da pedra, uma bucha de pão de Mafra recheada de leitão e, opa, aí vão eles alegres e pacatos, limpar os areais das praias do Oeste. Temos aqui um óptimo exemplo de medida correcional. Pois...
Agora lembro-me de outra... É isso! O Sr. Ministro (por mim Mal-) Amado pensou que era esse o treino que faltava aos nossos PSP e GNR para serem os melhores polícias do mundo. Guardarem as pacíficas criaturas que tanta dor de cabeça ainda podem vir dar aos EUA.
Só vejo um resultado: as miras de certas pessoas com um pérfido sentido de humanidade já devem andar a apontar para novos pardais...

Wednesday, January 21, 2009

Sr. Presidente Obama




Pois é, foi ontem, faz quase 24 horas, que Barack Obama se tornou o 44º Presidente dos EUA.
Não se sabe se alguma vez alguém terá saudades de Bush, que afinal ainda esteve dois mandatos na Casa Branca!
Ontem foi um dia histórico, porque pela primeira vez um negro foi quem prestou o juramento mais alto lá no burgo, como disse o próprio. Ninguém mencionou o nome Hussein, que também é dele, e o medo que ameaças feitas, contra a vida do novo JFK, se concretizassem em atentados foi marcante. Acho que até o vi na cara deles enquanto caminhavam.
E também deve ter entrado para a História toda a histeria em torno do acontecimento. Veremos até quando o povo está com ele.

Tuesday, January 13, 2009

Cábula de bolso (muito útil... digo eu!?)

As referências/imagem de Portugal a nível internacional estão em constante mutação. Aqui vai o apelo para o Turismo de Portugal, que se inspire neste post para próximas campanhas publicitárias.

Antes:
- Fado, Eusébio, Amália e Figo.

Depois:
- Barroso, Mourinho, Cristiano Ronaldo e ... o cão de Obama.

Dizem que é ...o melhor emprego do mundo!

O governo do Estado de Queensland, na Austrália, está a oferecer o que considera "o melhor emprego do mundo": o de empregado de uma ilha paradisíaca.

O local de trabalho é a ilha Hamilton, uma das 600 ilhas da Grande Barreira de Corais, o maior recife de coral do mundo, que abriga um complexo e diverso ecossistema. A vaga é para um contrato de seis meses e o salário é de cerca de 100 mil dólares.

O processo de selecção está aberto até 22 de Fevereiro e o nome do novo empregado será anunciado no dia 6 de Maio. Quem for o escolhido deve começar a trabalhar no início de Julho.

Mais info www.islandreefjob.com

Thursday, January 08, 2009

Votos de um Feliz Ano Novo



Se tivesse a audácia do Alberto João Jardim, talvez enviasse os meus votos a mais altas instâncias! Restam-me vocês.
Que seja um Ano em pleno! Para o Gang em particular, e para os seus membros em geral.




Wednesday, January 07, 2009

Light post!

O tempo em Bruxelas....



.....está geladooooooo!!

Exportar o Mar, a mais urgente obra pública

Carta aberta aos portugueses
Exportar o Mar, a mais urgente obra pública

O Presidente da República sublinhou na sua mensagem de Ano Novo que Portugal terá, no aumento das exportações, um dos trunfos para vencer a grave crise económica que se está a abater sobre todos nós. Sabemos que nos endividamos cada vez mais no estrangeiro, ao exportar cada vez menos do que se importa.
Será nas actividades do Mar que o nosso Pais poderá, em pouco tempo, se lançarmos mãos à obra, encontrar as riquezas para exportar que nos salvem dum naufrágio.O MAR está à porta dos portugueses.

As actividades a ele inerentes podem minguar, crescer, paralisar, reduzir-se ou imobilizar-se, mas o MAR está e estará sempre no mesmo local. Não se desmonta, não vai à falência, não se embala e transfere para países do terceiro mundo, não parte à procura de mão-de-obra barata; está lá sempre à nossa espera, a aguarda que lhe captem as suas potencialidades.
O País encontra-se sobre um precipício e nele cairá se não ampliar rapidamente as suas exportações. E essa ampliação só será alcançada se os estrangeiros as quiserem comprar. E só compram aquilo que não tiverem melhor e mais barato. E o que fazer para tal objectivo? Investir nas actividades e produtos inerentes ao MAR onde seja urgente, a saber:

- O Turismo - O turismo de qualidade, de apetência, de satisfação e prazer. No lazer, no entretenimento, no ambiente da natureza, nos desportos náuticos, enfim na valorização e desenvolvimento harmonizado e sustentado de todas as estruturas que na beira mar e na orla costeira podem atrair os visitantes e deixar neles o gosto de voltar.

- Os Portos - Os nossos seis portos principais devem ser adaptados, equipados e preparados para as actividades da nova geração dos grandes navios. Rentabilizados na mobilidade das mercadorias e dos turistas que por eles passem ou que possam ser transferidas para portos estrangeiros (exportadas) restaurando e modernizando as degradadas estruturas e vias de comunicação. Ampliados nas suas ofertas de docas e marinas de recreio.

- As Pescas - As pescas podem e devem, dentro dos condicionamentos da EU, orientar-se para as espécies de maior valor rentabilizando todos os seus produtos no maior aplicação possível ao acondicionamento (conservas e outros em imagens atractivas) para exportação. Modernizar as suas frotas. Valorizar as suas tripulações. Minimizar os desperdícios. Aperfeiçoar a manutenção, conservação e reparação das unidades e das artes.

- Os Estaleiros - Os estaleiros quer de construção quer de reparação naval devem ser ampliados e equipados de modo a construir rapidamente unidades modernas e competitivas para o comércio marítimo, para as pescas e para o recreio. Com especial incidência na procura dos mercados dos países da CPLP.Exportar um navio equilibra tanto a balança de pagamentos como exportar 10.000 carros.

As Investigações e Conhecimento Científico das Ciências do Mar
- As Ciências dos MAR e os organismos que as dinamizam devem receber melhores meios humanos de investigação e ensino, melhores equipamentos laboratoriais e ficar mais facilitados a todos os elementos estrangeiros que os desejarem frequentar de modo a se alcançarem nos suas instalações os mais actualizados estudos e investigações nas Ciências Marinhas.

- As Riquezas dos Fundos Marinhos - A actividades de pesquisa aos fundos do mar devem incidir num rápido Planeamento das riquezas minerais nele existentes; nas riquezas arqueológicas e na capacidade de das actividades subaquáticas desde as científicas até às de cinema e vídeo.

Para levar à prática a execução de todas as actividades, acima referenciadas, deve ser instituída UM LISTAGEM urgente das mesmas (quer públicas quer privadas) e constituído um Fundo de pelo menos 20 mil milhões de Euros que seriam atribuídos de acordo com a ordem prioritária da referida lista das obras públicas rentáveis e de garantia sustentável futura aos empregos a criar.
De imediato os projectos do TGV, do novo aeroporto de Lisboa, da 3ª travessia do Tejo, e das auto-estradas planeadas, para menos de 100 quilómetros das existentes, seriam colocados no final da referida LISTAGEM.Se conhecerem outro projecto para melhor e mais rapidamente reduzir o tremendo défice comercial que nos vai afogar a todos apresentem-no.
Está nas vossas mãos.

Joaquim Ferreira da Silva
Capitão da Marinha Mercante
Membro da Secção Transportes de Sociedade de Geografia
Membro da Academia de Marinha
Presidente da Fundacion TECNOSUB-Tarragona

Tuesday, January 06, 2009

Mr Easy partilha experiência

Stelios Haji-Ioannou, mais conhecido como Mr Easy, define-se a sim mesmo, como um self entrepreneur. É esse o cargo que consta no seu business card. E afirma que “só trabalhei uma vez para outra pessoa, e era o meu pai”.




A família tinha toda uma tradição no negócio dos transportes marítimos. Por isso não é de admirar que a sua primeira tentativa de independência, aos 25 anos e financiada pelo pai, tenha sido nessa área. Três anos depois resolveu mudar de ares. Saiu da Grécia e foi parar a Luton. A ideia era “convencer as pessoas a voarem de Luton para Gatwick (e vice-versa) por 29,99 libras”, afirma Stelios. Foi assim que nasceu a EasyJet. um conceito novo na Europa que depois se traduziu num novo segmento, o das low cost. No entanto Stelios não reclama para si a criação do conceito. Segundo este executivo, ele próprio teve a ideia depois de ir aos Estados Unidos. O modelo low cost da EasyJet foi baseado na companhia norte-americana Southwest Airlines, mundialmente conhecida como a primeira low cost.


Há medida que as pessoas se habituavam à ideia (principalmente a certeira) a companhia aérea ganhou sucesso e começou a voar para outros aeroportos. No entanto Stelios só se apercebeu da importância da EasyJet quando, em 1998, a British Airways criou uma empresa semelhante: a Go Fly. “Nessa altura soube que tinha uma marca vencedora”, afirma. O projecto não teve grandes resultados e acabou por ser adquirido, em 2002, pela empresa que queria destronar.
Quando decidiu ir para a bolsa de valores (Stelios alienou 60% do capital da EasyJet) o magnata tomou aquela que considera ser uma das suas decisões mais acertadas: manteve a marca Easy na sua empresa privada.


Sobre o nome Easy, Stelios afirma que não foi fácil chegar á selecção final. A tradição manda que a empresa tenha o nome do proprietário. Mas para o executivo o nome Stelios Air ou Haji-Ioannou Air… não soava bem. Aliás, a primeira coisa que fez quando chegou a Inglaterra foi adoptar, sempre, o nome de Stelios. Como relembrou o evento, o sobrenome era impronunciável.
Mas a sorte nem sempre sorriu a Stelios. Quando questionado sobre o seu pior erro a resposta foi imediata: quando no início do século decidiu criar uma rede de cibercafés. “Queria criar uma espécie de McDonalds, mas com internet.” Mas o momento escolhido não foi o melhor. Estava-se no auge da bolha (a crise deu-se imediatamente a seguir) e “crescemos demasiado rápido, fomos para demasiados países”. Resumindo, “perdemos o controlo”, constata Stelios.
Este erro ensinou a Stelios um valiosa lição. E tornou-o um crente dos benefícios do franchising. E o conselho dado é muito claro: “Se arriscarem, assegurem-se de que, caso corra mal, conseguem lidar com isso e recuperar.”


Mas Stelios não é de ficar parado durante muito tempo. Rapidamente entrou no negócio dos autocarros e depois nos cruzeiros, sempre tendo como base o conceito low cost. E procurou utilizar as mesmas estratégias. Por exemplo, no início da EasyJet a fuselagem dos aviões estava pintada com o número de telefone e o endereço do site da empresa. E funcionou. O mesmo aconteceu com os autocarros. Mas, em relação aos cruzeiros a reacção foi diferente. As pessoas não aceitavam esse tipo de publicidade.


Quando questionado sobre a origem do seu sucesso Stelios teve uma resposta rápida: “gosto do que faço”. E se não gosta do que está a fazer rapidamente pára e muda de abordagem. Além disso, o magnata considera que o trabalho deve ser algo agradável. E afirma que a criatividade, tão essencial à sobrevivência dos negócios, se obtém pela prática, pela experiência. “Acredito que não há substituto da experiência e erro”, afirma. O chamado “Try and Error”.

História de um grego persistente
Stelios Haji-Ioannou nasceu a 14 de Fevereiro de 1967, na Grécia. Apesar de ter estudado inicialmente no seu país de origem, resolveu tirar a licenciatura em Londres, no London School of Economics. Também andou no City University Business School, onde tirou o MSC em Shipping Trade and Economics. Influência do negócio de família. Além disso o magnata também possui três doutoramentos honorários da Liverpool John Moores University, Cass Business School City University e Cranfield University.


A sua primeira experiência como entreperneur deu-se quando tinha apenas 25 anos. Foi quando decidiu avançar para o mundo dos transportes marítimos, seguindo as pisadas do pai. Mas foi com a EasyJet (empresa criada aos 28 anos) que ficou conhecido no meio empresarial. Depois disso novos projectos surgiram. Ao todo o magnata á esteve envolvido em mais de 17 negócios, (quase) todos sob a alçada do marca Easy. Aliás, Stelios afirma que actualmente o seu trabalho é mais o de gerir a marca criada e estar atento a novas oportunidades.

Alexandra Costa / Sentido das Letras