Segundo o Observatório Europeu do Audiovisual, Portugal foi o país em que menos os espectadores se interessaram pela produção cinematográfica nacional.
Tomara, com as grandes produções ôcas, de estilo esotérico e intragável, lembro Branca de Neve e outras gigantescas manifestações dos vultos da 7ª arte nacional, nem eu, que gosto de saber o que se passa no cinema/cultura em minha casa, me consigo interessar pela maioria do que esses senhores colocam na tela. Salvo as honrosas excepções. O nosso cinema, a par do Europeu, é altamente dependente de fundos de apoio, e não parece querer saír dessa condição, porque o artista é um bom artista. Como diria o Chato, não perturbem o artista, nem que seja para o deixar saber que aquilo que faz não tem interesse para a sociedade. Seguramente que não retiraram o exemplo das telenovelas, essas de vento em popa, nem que seja quando falamos de telelixo com morangos e açúcar preparados por meninas de nome pomposo, como Floribela. E não venho defender que esse modelo deveria ser o adoptado. Mas entre 8 e 80 há 72 números.
Manuel de Oliveira por exemplo tem sido aclamado como grande realizador, mas o espectador comum, a grande mol que paga à bilheteira, não se deixa levar em manifestações de realidades à parte, incompreensíveis para os de menor sensibilidade artística. Será que não há ninguém com menos de 100 anos que queira ou possa dar um impulso forte, uma nova luz à cinematografia nacional?
No comments:
Post a Comment