Tuesday, April 29, 2008

3 fotos na Madeira!




Quando se aterra no cockpit...

... pensa-se como eles sabem rapidamente onde está cada botão;
... tenta-se não falar, nem gesticular muito para não distrair o comandante e co-piloto;
... e, enquanto se pensa no que (ou não) fazer, aterra-se!!

Abril, "feijoadas" Mil



Muito obrigado às presentes. Para o ano haverá novamente feijoada...

Monday, April 21, 2008

Não há duas sem três



Itália é um país fora de série. Tem comida excelente, tem óptimos estilistas de moda. É grande o suficiente para ter das melhores praias mediterrânicas e das melhores estâncias de esqui alpinas. Os italianos são construtores da bella machina, nutrem uma paixão avassaladora pelo seu/nosso café. E agora isto.
Não resisti a colocar a fotografia de capa do Economist desta semana. Se estiverem interessados por favor leiam o artigo.
Eu digo-vos o que me choca e me faz escrever sobre isto: como pode um país que devia ser uma das locomotivas da Europa, e que o foi do Mundo, submeter-se ao mesmo tratamento, não em mera repetição, mas pela terceira vez? Berlusconi soube construír o seu próprio império, muitos frattelos esperam ver essa mágica na governação. Mas até que ponto a ingenuidade os levou a votar neste barão dos negócios, que manipulou leis para se escapar impune, que favoreceu os seus dons da Máfia, que minou o governo anterior que estava a tentar reformar o necessário, contra todos os interesses instalados, mas em prol do futuro do país? Foram as promessas? Então mas ele não esteve já à frente do país duas vezes muito recentemente? E não tinha sido tudo anedótico? Resta saber se o cirurgião dos implantes de cabelo vai ter uma palavra nos destinos da economia transalpina. Ou se os italianos vão estar pelos cabelos antes do fim deste mandato. A modelo pelo menos vai fomentar a natalidade!

A competitividade da Stª Terrinha

Li há dois meses que na aplicação do Quadro de Referência Estratégico Nacional se iriam passar cheques, quase instantâneos, de 25.000€ para assegurar uma continuidade ao ímpeto de reestruturação empresarial que o mesmo pode dar às PMEs portuguesas. Esta medida é de louvar, tanto quanto a previsão de reduzir o tempo de análise das candidaturas para cerca de um mês, quando o processo estiver em velocidade de cruzeiro. Outras boas medidas são enunciadas no mesmo artigo, caso da possibilidade de concertação entre várias empresas que detenham uma mesma necessidade. O aproveitamento de sinergias é sempre frutífero, evita desperdício de tempo e facilita a investigação de soluções inovadoras. Acresce que no caso de indústrias frágeis ou deprimidas, a solidificação da indústria regional ou de um sector significa uma nova esperança. E no nosso país bem que precisamos de novas esperanças.
Pelo artigo do Sol de hoje parece que as coisas se estão a compôr agora. Parece-me algo tarde, dá a sensação que o Governo não se preparou a tempo para aproveitar mais esta benesse vinda da Europa. Acordemos para esta certeza: o processo foi lento, a adaptação arrastou-se, e o Governo não vai admitir as suas faltas. É um tique clássico e prova de uma auto-estima narcisista que se denuncia em vários foros. Resta ver quem inculparão quando alguém apontar o dedo para mais um comboio que já vai longe.

O QREN pode ser um remédio para preparar a competitividade da indústria nacional. Já foi alvitrado em vários fóruns, como no PE durante a discussão da resolução sobre o futuro dos têxteis, que a nossa indústria precisa de se reconverter. Se preparamos a economia europeia para ser competitiva com base no saber, temos que valorizar o mesmo e explorar o benefício que pode trazer à nossa capacidade produtiva. É por isso que me espanta a inocência das partes no processo de implementação do QREN em Portugal. Do que é que ainda estão à espera? E se o processo resultou mais díficil, será que não se consegue acelerar toda a adequação e adoptar os instrumentos que possibilitem criar vantagens competitivas em Portugal. É pena não termos tido uma voz de oposição em casa, e que outros estejam exilados e remetidos a certos jornais...

Nunca fui militante activo





Desde pequenino que me revejo no PSD, por culpa de alguns bons cidadãos que por lá andam/andaram. A minha vida profissional toca nesta dimensão, mas uma vez mais não ouso sequer pensar vir a intervir. Não vale a pena, quem mais sabe e melhor fará está acima, ao lado e por dentro das fileiras partidárias. Sou um simpatizante com cartão, e tenciono assim ficar enquanto não me enraivecer contra toda esta escumalha que teima em não ver-se ao espelho, mas que pensam que podem olhar nos olhos do povo, quem deviam guiar e apoiar!

Sempre fui mais activista do que propriamente activo: reajo de acordo com os estímulos e o espicaçar de comentários que me inflamam, entre almoços de amigos e jantares bem regados. Acho que mesmo assim sou mais ajuízado do que alguns incautos que cometem ousadias que saem caras ao país e ao partido.

O problema do PSD não é ter este ou aquele presidente, não se coloca ao nível da sua identidade e ideologia. É antes tudo isto embrulhado numa economia que definha, puxado por um governo que toma todas as medidas de um ponto de vista zarolho, obrigando o país a desenhar ângulos obtusos. O problema do PSD é este: tem estado demasiado tempo de costas voltadas para o povo. As estatísticas valem o que valem, mas se o único serviço que nobremente pode o PSD prestar ao país é o de não sendo governo construír alternativas, onde é que estão as nossas mentes brilhantes? Ser-se um grande partido é ser-se grande em todas as ocasiões. A grandeza vem dos actos, não da passividade e da inactividade. O umbilicismo é uma atitude infantil. Será desta que crescemos? Não gosto de ser derrotista, mas começo a t(r)emer.

No comments - o Mundo






Muita imaginação tem sido aplicada na descrição de todas estas situações, bem caricaturadas nesta página da minha predileção:
  1. Uma belíssima luta entre dois Democratas, com trocas de acusações que remetem para os guiões das novelas mexicanas.
  2. Entretanto, dois presidentes das antigas potências da guerra fria cessam funções. Resta a dúvida: quem parte e quem deixa a sua herança seguir sozinha?
  3. A situação no Zimbabwe também podia ser em Itália, com as devidas adaptações. E sem o défice democrático desta feita!
  4. Será a imagem do Uncle Sam de todo uma caricatura?

Thursday, April 03, 2008

Rídiculo é meter esta tranca à porta

Detesto voar. Os aeroportos são para mim antros em que me esperam momentos péssimos de sofrimento. E não estou a falar de pânico de voar, estou a falar da segurança nos aeroportos. Podia juntar a entrada no escritório, na cantina da instituição ou em qualquer outro sítio em que me queiram apalpar para encontrar aquela bombinha. Deo gratias que ainda nunca me deu para largar no momento de tanto receio uma bombinha de mau cheiro.
Digo que tenho medo de voar, mas eu tenho medo é de quem voa. De quem voa demasiado alto e lá no seu poleiro manda e comanda cá para baixo. De tipos sem licença para pilotar que dão bitaites sobre o que fazer para segurar aviões Jumbo carregados de chumbo. Acho que anda meio Mundo a tentar inibir outro meio Mundo.

O que mais chocou o Mundo no momento dos ataques terroristas do 11 de Setembro e posteriores foi a barbaridade cometida, o calculismo e perversidade que resultaram em tão graves atentados à vida humana de pessoas comuns que seguiam o seu mero quotidiano.
No rescaldo destes ataques muitas medidas de segurança foram tomadas pelos governantes, nomeadamente americanos e europeus. Estas medidas supostamente repõem a normalidade e tranquilidade ao quotidiano do cidadão. Houve quem lamentasse que pecaram por tardias. Lamento, não podemos hesitar em afirmar que, não apenas foram tardias, como são nocivas e perversas, inclusivamente atentados contra a liberdade que o Mundo Ocidental embandeira como sua conquista perene.

Os imperativos de segurança que se dirimiram no rescaldo dos atentados de Nova Iorque, Londres ou Madrid não pecam por excessivos nos paradigmas de segurança que tentam criar, pecam pelo simples facto de tentarem criá-los e sobrepô-los à nossa liberdade. Esta aberração deve-se a um certo histerismo criado pela necessidade de proteger meio mundo do outro meio mundo. Pasme-se quando verificamos que as nossas liberdades são tão restringidas, mas acrescente-se que estas restrições não são exageradas para conter o perigo. O que é exagerado é pensar que elas são o único meio eficaz, o método infalível para restabelecer a normalidade.
O motivo por detrás de todas as restrições e dificuldades geradas para qualquer passageiro aéreo vai contra todos os valores que levam à afirmação de espaços de liberdade, como convincentemente se proclamam as nações modernas e civilizadas do Ocidente.

A História lembra que meio Mundo tem tentado dominar, por via da inibição de outro meio Mundo. Os romanos tinham conceitos de Bárbaros para povos muito distintos. Considerando o poderio do Império, temo que esses conceitos foram enviesados por perspectivas de uma maioria que se tomava como superior, como o prova a tentativa de latinizar os povos, impor a sua língua e os seus costumes. As Cruzadas também foram um método para evangelizar os povos do além-mar, impor uma religião e uma civilização que nela se ancorava. Durante os Descobrimentos o tráfico de escravos era considerado como um comércio legítimo e lícito. Tomadas à luz do pensamento actual, não seriam estes passos tomados como negações graves de humanidade, porque atentatórios dos valores e autodeterminação dos povos e nações? Não reflectem também choques civilizacionais?
Estamos perante uma profunda crise de valores, uma perspectiva errada e mal olhada pelos dois lados, digo mesmo zarolha, dos factos. A dignidade humana não comporta ataques como os perpetrados por terroristas rancorosos. Porém, a aberração que é o zelo imposto após os mesmos restringe-nos a todos, não apenas aos potenciais terroristas. E é por isso que é ineficaz. Porque paga o justo pelo pecador, e porque não reflecte a boa vontade em conseguir obter concórdia e paz verídicas. Enquanto não encontrarmos uma plataforma de diálogo comum nunca vamos conseguir deixar os temores fora dos aeroportos. A hipocrisia é pensar que como inibimos no aeroporto, os terroristas não conseguem ser mais perversos ainda e tentam atacar por outra via. Londres e Madrid comprovam-no. E muitas vias continuam por explorar. Cada uma que se descobre é certamente controlada para tentar inibir o terror. A perversidade deste método é que os eixos malignos não se contentam com este estado das coisas, costumam reivindicar com ainda mais intolerância contra tudo e contra todos. Ao mesmo tempo, parece que tanta inibição tem fechado as vias da concertação e a obtenção da única prevenção genuína, porque numa guerra aberta contra todos os que estejam contra, todos pagam com a sua liberdade. Não é irónico?

Onde está a Maddie?

O desenrolar do caso Maddie ultrapassou muitas fronteiras, físicas e psicológicas e apaixonou muitos. Desde sempre os pais da criança desaparecida conseguiram atrair muita atenção para um caso quiçá demasiado comentado, e o público foi acatando um abuso da situação. O fôlego dado à notícia foi um combustível que alimentou a polémica e levou os pais a processar um jornal que se limitou a noticiar, tal como muitas outras notícias, declarações da polícia.
Muito se falou, mas as certezas são sempre refutáveis. Foi a avidez e a especulação que conduziu à situação actual: os pais estavam ávidos de atenção e pediram-na ao público, e os media desejosos de veicular a notícia. É natural que uma mensagem bem transmitida chegue sempre ao seu receptor, mas sobra a questão: será que todos nós podemos descobrir onde está a Maddie? Por momentos fomos quase impelidos a sentir a dor da falta da Maddie, tal era a exposição dada pelos media. Talvez fosse demasiado protagonismo, talvez todo o descontrolo e pedidos de ajuda se tenham tornado despropositados e contraproducentes. As televisões, jornais e rádios foram todos acolhidos no seio de uma família desfeita que quis chorar em público e tentou que o público chorasse com ela. As intenções e motivações porém não são do foro público, e pelo que indicam as recentes reacções dos pais, demasiado foi público.Num momento em que tudo é pretérito, à excepção da dúvida sobre o paradeiro da Maddie, todas as partes tentam sacudir a dúvida. Tudo é uma aparência, uma família que parece nunca voltar a ser a mesma, polícias que não conseguem alcançar verdadeiras pistas que conduzam ao paradeiro de uma criança que em parangonas diferentes do mesmo dia está morta ou foi raptada e entretanto mantida num endereço remoto. Infelizmente muitos mais casos de crianças desaparecidas existem, mas Maddie tornou-se notícia pela forma demarcada com que os pais prescindiram das esferas privada e íntima da família. Este caso não é um mero desaparecimento de uma criança. O mediatismo de grandes dimensões que o casal gerou à volta da família por fim quase que a sufoca e releva a sua dor, porque o monstro se virou contra o criador. O arrependimento conduziu ao desespero e o casal processou um jornal, que na rama da aparência duvida da sua plena inocência neste caso. No primeiro momento de desespero, o mesmo procedimento aconteceu a convite dos pais. Provavelmente o Tal & Qual não queria difamar ninguém, a notícia era rotina na dança dos pais com os media, passos que intoxicaram e contaminaram a eficácia da acção policial e do próprio veículo utilizado pelos pais na busca de uma solução para o caso. Disso os pais são culpados, do descrédito dos media. O demérito das notícias e especulações serão uma herança difícil de apagar, casos idênticos vão muito provavelmente sofrer com a desconfiança criada e a apatia que se poderá manifestar perante situações similares. No momento do balanço apenas resta o essencial: onde está a Maddie, esta e todas as Maddies? As famílias são devastadas, a opinião pública na sua compaixão gosta de seguir estes casos, é um reflexo humano. Neste caso todos perdemos, não só a família, porque dificilmente se procederá a um razoável juízo dos factos, não só a investigação, contaminada pela proliferação do ruído gerado em torno do caso. A perturbação poderá ter inquinado o futuro, o da Maddie e dos outros nomes que desconhecemos mas infelizmente sabemos que existem. Decerto os pais não queriam este efeito nefasto. A dúvida ainda não sucumbiu, mas infelizmente fica esta memória.

A tortura da banheira

Um tema de que se tem falado a propósito da prepotência dos EUA tem sido a tortura. E a CIA teve que explicar a sua tortura da banheira. Eu lembrei-me de outra coisa: venham os congressistas norte-americanos à Bélgica ver se não existe tortura da banheira.
Modo de usar:
i) entrar num comboio Knokke-Liège
a dificuldade deste passo está em conseguir adivinhar se o comboio chega a horas à estação intermédia ou se vai ter que esperar 20mins para fazer uma viagem de 25mins, especialmente no troço entre Gent e Bruxelas
ii) tentar sequestrar um belga a tresandar a cerveja
a nobre exalação corpórea dentro do comboio, especialmente no Verão ao fim da tarde, deverá de tal modo bloquear a pituitária que se recomenda o reconhecimento visual; consta que a polícia belga tenta encontrar criminosos pelo cheiro, mas os cães adoecem assim que entram nos comboios, aliás, esta é a razão pela qual os carros da polícia belga usam tanto da marcha de emergência: vão a caminho do hospital-veterinário; o reconhecimento deve ser visual, identificando-se o suspeito através das várias latas de 0.5l de Jupiler que traz nos bolsos e tem em cima da mesinha

iii) prendê-lo sem que ele não pense que o separatismo estalou e ele foi a primeira vítima
os belgas vivem com vários pavores, todos eles cromossomas excessivos no código genético do país: não querem ser franceses, não querem ser holandeses, detestam o país que têm, detestam a Europa, não podem viver sem a melhor e única alternativa a todos estes medos, o país que têm

iv) se o sequestrador chegou aqui, chapeau, agora é só acusar o belga de ter cometido crimes contra a humanidade
facílimo, todos os belgas comem ou já comeram batatas fritas, a acusação de crimes vários contra a humanidade é simplíssima - comeu batatas fritas, actuou de acordo com a tipificação do crime de lipidícinio, a sedução e propagação da obesidade, um problema do Homem moderno; este crime tem uma agravante muito em voga, a participação no dolo ecológico, porque o presumível criminoso sabe que as barracas dos fritos queimam gordura e libertam os seus fumos para o ar, o que satura os céus e qualquer dia ainda provoca chuvas intermináveis e muito ruins para peles bronzeadas pelo microclima de Knokke

v) agora tente meter o belga numa banheira com água e diga-lhe que tome banho uma vez por dia
recomenda-se o uso de amarras para evitar a evasão do criminoso, com todas estas premissas criminais, a verdadeira tortura vai ser a própria pena: os belgas chegaram a ter problemas de falta de água para regar as couves porque os estrangeiros que vieram para Bruxelas tomavam duche todos os dias e como em regra a água é mais cara do que a cerveja, o povo local poupava o que os estrangeiros desperdiçavam

Tuesday, April 01, 2008

Tibete: UE vai «convidar» o Dalai Lama a ir a Bruxelas

O chefe da diplomacia francesa, Bernard kouchner, disse hoje que os 27 deverão convidar o Dalai Lama a ir a Bruxelas, depois de terem apelado ao diálogo da China com o chefe espiritual dos tibetanos.
«Os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros vão convidar o Dalai Lama a ir a Bruxelas, se a presidência eslovena o decidir proximamente», disse Kouchner à rádio RTL.
«Como o Dalai Lama não defende nem o boicote (dos Jogos Olímpicos de Pequim), nem a independência do Tibete, é tempo de retomar o diálogo», acrescentou o ministro francês.
Por considerarem cumpridas as exigências chinesas, os 27, reunidos no sábado na Eslovénia, apelaram para «um diálogo substancial e construtivo »entre Pequim e o Dalai Lama« sobre todas as questões chave, como a preservação da língua, da cultura, da religião e da tradição tibetanas».
A China reagiu no domingo manifestando o seu «profundo descontentamento».

Diário Digital / Lusa
01-04-2008 8:03:00