



Desde pequenino que me revejo no PSD, por culpa de alguns bons cidadãos que por lá andam/andaram. A minha vida profissional toca nesta dimensão, mas uma vez mais não ouso sequer pensar vir a intervir. Não vale a pena, quem mais sabe e melhor fará está acima, ao lado e por dentro das fileiras partidárias. Sou um simpatizante com cartão, e tenciono assim ficar enquanto não me enraivecer contra toda esta escumalha que teima em não ver-se ao espelho, mas que pensam que podem olhar nos olhos do povo, quem deviam guiar e apoiar!
Sempre fui mais activista do que propriamente activo: reajo de acordo com os estímulos e o espicaçar de comentários que me inflamam, entre almoços de amigos e jantares bem regados. Acho que mesmo assim sou mais ajuízado do que alguns incautos que cometem ousadias que saem caras ao país e ao partido.
O problema do PSD não é ter este ou aquele presidente, não se coloca ao nível da sua identidade e ideologia. É antes tudo isto embrulhado numa economia que definha, puxado por um governo que toma todas as medidas de um ponto de vista zarolho, obrigando o país a desenhar ângulos obtusos. O problema do PSD é este: tem estado demasiado tempo de costas voltadas para o povo. As estatísticas valem o que valem, mas se o único serviço que nobremente pode o PSD prestar ao país é o de não sendo governo construír alternativas, onde é que estão as nossas mentes brilhantes? Ser-se um grande partido é ser-se grande em todas as ocasiões. A grandeza vem dos actos, não da passividade e da inactividade. O umbilicismo é uma atitude infantil. Será desta que crescemos? Não gosto de ser derrotista, mas começo a t(r)emer.
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