Aplicável a crentes (c/ ou s/ cartão), ainda indecisos ou apenas curiosos...
Façam o teste!
"Descubra o seu posicionamento no panorama político das Eleições Europeias de 2009" http://www.euprofiler.eu/
Friday, May 29, 2009
Wednesday, May 20, 2009
Bloco Central e Bloco das Esquerdas... no PE
Diz o Sr. Eurodeputado Miguel Portas na sua entrevista ao Público, publicada hoje, que "O grau de homogeneidade entre PPE (onde se inclui o PSD) e PSE (onde se inclui o PS) é maior do que o da esquerda, porque a Europa é governada em regime de bloco central." Pena que em resposta à pergunta seguinte tenha que dar o braço a torcer e admita publicamente que "Em Portugal PCP e BE votam da mesma maneira em 90 por cento dos assuntos (...) Em Bruxelas é o mesmo, talvez a percentagem seja de 95 por cento". Apesar de afirmar que isto não lhe causa qualquer desconforto, pelo menos a mim causa-me. Então o que distingue verdadeiramente a representação feita por BE e PCP em Bruxelas e Estrasburgo, se no fim o deputado votará da mesma maneira, e pior, fica integrado, leia-se diluído, num grupo europeu que é o mesmo e é por si manifestamente pequeno? Se interpreto correctamente as suas palavras, e tendo em conta que por meio fica ainda a condenação da postura de Vital Moreira, porque este defende que há diferenças enormes, e pelo contrário, segundo Portas os grupos europeus do PSD e PS se pautam pela lógica de compromisso no Plenário de Estrasburgo, a declaração mediata para o eleitorado é que quem quiser votar em ruptura com o estado actual das coisas, só pode mesmo votar na esquerda. E como o BE e o PCP se confundem, podem votar no BE, que ainda por cima não traz para a Europa tudo o que é assunto interno, mesmo fora de âmbito. Sub-repticiamente transmite-se esta ideia, que não vai de encontro aos muitos exemplos em que o PPE e o PSE se aliam aos liberais da ALDE para obterem o que querem, esses sim no pêndulo por essa via. E é também um logro, porque, é menos prejudicial qualquer postura que não seja a da PermanenteContestaçãoPortuguesa, mas naquela família europeia, este é o modus faciendi, e o BE afinal também é eurocéptico. Ora, em rigor, só quem é do contra é que pode votar sem compromisso, numa casa que tem mais de 750 pessoas a decidir em conjunto. A lógica do verdadeiro à esquerda e à direita perde-se outra vez, porque em regra quem vota com a esquerda contra muito do que o chamado Bloco Central propõe, é também a extrema direita. E a partir de Julho o grupo dos conservadores ingleses desafectos do PPE...
Por outro lado, esta entrevista demonstra uma verdadeira vontade política, e a necessidade de chamar a si o eleitorado cabe aqui muito legitimamente. Em contraste, deixo uma última palavra sobre a celeuma que Vital Moreira quase criava quando disse que tinha havido saneamento no grupo do PSD. Questiono se sempre que alguém não seja reconduzido num cargo, ainda por cima, político, estamos perante um saneamento? Desta vez consubstancia-se um tique, uma maneira tradicional da pessoa de olhar para as coisas, mas não vou adjectivar, porque este comentário levar-nos-ia a tempos em torno de 1974, por duas razões. Foi simultaneamente o tempo dos saneamentos e o auge dos exacerbos estalinistas. Afinal adjectivei. Mas junto outra nota: a nomeação para certos cargos, independentemente da qualidade e desempenho dos seus titulares pode ser uma prenda envenenada e significar até que não servem para muito mais. E sabemos que bons eurodeputados podem aspirar a mais, como serem Presidente da Câmara, só não sabemos é se isso é mesmo uma tentativa de fraude, ao eleitorado ou à lei das quotas. Fica por qualificar.
Friday, May 08, 2009
Wednesday, May 06, 2009
Le dic(ta)teur
Dizia ontem o M. le Président em Nimes que a questão não é o que a Europa pode fazer, mas o que quer a Europa fazer? E mencionava grandes linhas programáticas como o que fazer com a Turquia e a Rússia, falava de feitos da sua Presidência da UE... Colocava a França e a UMP na vanguarda da decisão. Tudo num tom muito umbilical, fiel ao seu estilo.
Como a campanha em Portugal tende a pegar em modas de fora, como apresentar programas eleitorais e guerras contra e a favor de Durão Barroso (temperadas por grandes doses de especulação, mas disso falarei depois), e entre Sarkozy e o nosso PM podemos rever o estilo de um nos modos do outro, interrogo-me até quando vão as campanhas em prol do nosso governo para as eleições europeias evitar pegar nos mesmos chavões. Digo, campanha pelo governo para as eleições europeias, ou seja, a prova cabal de uma primeira volta das legislativas. Confusos? Também eu, mas o problema é que Sarkozy, ao contrário de outros, não tem sido tão mau quanto isso para a França da cena internacional, e volta e meia levanta o ego aos seus. Por Portugal tudo desce ou cai. Menos a auto-estima senhorial, e este discurso soa a ditado feito. A grande diferença é que Sarkozy vem dispersar assim a atenção dos seus cidadãos para o poder que a sua equipa cá fora pode ter, o que significa subtraír à consciência dos eleitores todas as animosidades contra a sua presidência, e substituir esse sentimento por uma perspectiva de influência e poder gozado na governação europeia. É uma tentativa de isolamento de casos políticos domésticos e europeus. Em Portugal esse exercício vai ser mais díficil. Esperemos que o povo descortine que não é assim que as coisas são, e não prefira a toalha de praia à urna de voto.
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