Friday, December 19, 2008

PRES FR, em jeito de balanço...

Após o Conselho Europeu de 11-12 de Dezembro, a Fundação Robert Schuman publicou um estudo da autoria de Jean-Dominique Giuliani, entitulado "A Successful Presidency - Results of the French Presidency of the Council of the European Union, que poderá ser lido aqui.

Thursday, December 18, 2008

Does the shoe fit? - parte II

Das declarações de Lula aos jogos (I e II) para acertar a pontaria...
Será que vai ficar por aqui?

Wednesday, December 17, 2008

Does the shoe fit?



Asseguro-vos do seguinte: desde que Obama foi eleito, considero o Presidente Bush uma pessoa muito menos titubeante. Além de muito mais assertivo em todas as suas intervenções, o pragmatismo desprovido daquela queda para a trapalhada fica-lhe muito melhor do que a pose de vaqueiro do Texas. MAS acho que isto também é fruto de uma quase inexistente responsabilização pelos seus discursos actuais... de onde o feeling à l'aise.

O episódio do sapato demonstra o que vos digo. Como de resto a BBC nos indica.

Friday, December 12, 2008

Liberdade

Agora sim temos um partido verdadeiramente Europeu, para os Europeus, e não pró-Europeu... só por ser! Vejam o que propõem alterar, aqui.

O que fez a UE por si em 2008?

A Comissão Europeia lançou o seu anuário anual multimédia que apresenta algumas das principais realizações da União Europeia em 2008. Esse anuário inclui uma recolha de histórias de sucesso em que a acção da UE alcançou resultados importantes para os cidadãos, em domínios tão variados como a segurança dos brinquedos ou as soluções propostas para os efeitos da crise financeira.


«Os exemplos do anuário demonstram claramente que a UE obtém resultados positivos e visíveis nas nossas vidas quotidianas como consumidores, viajantes e trabalhadores», afirmou a Vice-Presidente Margot Wallström, responsável pelas Relações Institucionais e pela Estratégia de Comunicação.


Os dez assuntos escolhidos este ano são:
- Controlo da utilização dos produtos químicos na Europa
- Resposta conjunta à crise financeira
- Melhores direitos para os trabalhadores temporários
- Acções em prol da segurança das crianças
- Direitos iguais para passageiros com mobilidade reduzida
- Apoio às acções em prol da estabilidade e da democracia
- Consumo energético eco‑sustentado
- Alimentação saudável facilitada
- Países da UE entreajudam-se em situação de catástrofe
- Financiamento comunitário tornado mais transparente


O formato multimédia garante que os cidadãos podem igualmente aceder à brochura em linha, onde cada texto está ilustrado com um pequeno filme sobre o assunto.

Disponível em http://ec.europa.eu/snapshot2008/index_en.htm.

A versão impressa da brochura estará disponível em breve nas 23 línguas oficiais da União Europeia.
As escolhas do ano passado podem ser vistas em: ec.europa.eu/snapshot2007/

Thursday, November 20, 2008

Comprem hoje, porque amanhã já não fazem!



O Yugo, esse bólide que tantas alegrias nos deu... Ou pelo menos podia ter dado, se conhecessemos as piadas que se faziam sobre este carro. Acabou a Jugoslávia, agora a Sérvia decidiu terminar a produção deste carro-caricatura, de baixo custo e menor produtividade. A BBC explica o que leva a encerrar uma linha de produção deste ícone, depois de 30 anos e mais de 800.000 unidades... produzidas manualmente, vendidas a 4000€ cada. Há 150 por vender. Pode ser que algum banqueiro queira um, para matar aquela sede de compra de carros novos que este Natal o UBS e o Goldman Sachs não vão deixar ter, porque não há bónus, como se sabe.

Antes que se apressem para comprar o vosso, deixo-vos a apreciação do mercado:

  1. um dia, o dono de um YUGO não conseguiu fechar a janela. Foi ao mecânico, desmontaram a porta, e dentro estava uma nota do responsável pela produção - se tivesse colocado as peças todas, você tinha este carro na mesma.
  2. um YUGO duplica o seu valor quando o depósito está cheio.
  3. o que se chama a um YUGO no topo de uma estrada de montanha? um milagre!

Thursday, November 06, 2008

Tempo de Antena!

Da Madeira, já nos vamos habituando a algum samba e carnaval... O que tem acontecido, é o que o cabeça de cartaz é sempre o mesmo!! Sugiro acompanharmos o slogan da moda (provavelmente o mais ouvido em política internacional): "é tempo de mudança!"
E já agora, que se dê um pouco mais de tempo de antena a quem os tem no sítio!!

http://www.youtube.com/watch?v=FsF0OS9QSuA
http://www.youtube.com/watch?v=rlwMVkzNm6E

Wednesday, November 05, 2008

Obama victory: not a Barack"ada" do McCain


Esperemos que seja pois então um momento histórico, não pelo passado, mas pelo que ainda resta por imprimir sobre o futuro. Let the change begin, we all need it.

Boa sorte, as expectativas estão muito altas!


Tuesday, November 04, 2008

Election Day













É hoje que se vai decidir...

Grande parte da minha opinião vem, como dirão, inevitavelmente, da Economist. Deixo-vos o prazer de ler, aqui. Se quiserem debater cá estarei.

Wednesday, October 22, 2008

Securitismo cibernético

O orçamento é cibernético, a medida é classicamente absurda. Acho que nenhum de nós sabe como comportar-se na net!
Num pródigo episódio de excesso securitário, o PE ultrapassa uma vez mais o princípio da adequação a passos largos.
Falo do "Internet Mais Segura" para as crianças. Sem os 55 milhões de euros, como nos tornámos adultos saudáveis? Como podemos ter a certeza que não estamos todos a prevaricar?

Os eurodeputados votaram hoje sobre uma proposta que estabelece um programa comunitário plurianual para a protecção das crianças que utilizam a Internet e outras tecnologias em linha. O novo programa "Internet Mais Segura", que decorrerá de 2009 a 2013, visa não só reduzir a quantidade de conteúdos ilícitos, mas também combater a manipulação psicológica de crianças tendo em vista abusos sexuais, o aliciamento e o assédio electrónico. O orçamento do programa deverá ser de 55 milhões de euros.

O objectivo do programa é sensibilizar o público, educando os utilizadores, especialmente as crianças, para uma utilização mais segura da Internet, lutar contra os conteúdos ilícitos e combater os comportamentos prejudiciais em linha, promover um ambiente em linha mais seguro e estabelecer uma base de conhecimentos.

O relatório da Comissão das Liberdades Cívicas do Parlamento Europeu destaca sobretudo a necessidade de combater os fenómenos crescentes do aliciamento e da ciberperseguição de menores através da Internet, que devem ser considerados prioritários.

O Parlamento Europeu defende que devem ser disponibilizados ao público pontos de contacto e linhas telefónicas de emergência para a comunicação da existência de conteúdos ilícitos e de comportamentos prejudiciais em linha e propõe a criação de um rótulo "seguro para as crianças" para as páginas Internet.

Tuesday, October 21, 2008

O porco e o touro!


Parece uma fábula, mas não é.

Parece uma história para crianças, mas é a vida real num mundo em que os mercados já não bulem (bull é a designação de mercados de capitais que negoceiam destemidos) e em que os porquinhos das poupanças os enfrentam. Quem sai vencedor é outra história.


Saturday, October 11, 2008

Prémio Nobel de Literatura J.M. Le Clézio

Não é para fazer cocorico mas eu adoro este autor! É um génio da lituratura dos sonhos, do mundo e da vida!
Para quem gosta de Paul Auster aconselho.

"La réalité est un secret, c'est en rêvant que l'on est près du monde"

Ourania, JM Le Clézio

beijinhos

Tuesday, October 07, 2008

A vida 'tá díficil - II

Lembram-se dos rumores de especulação por trás da carestia dos combustíveis? Lembram-se do estudo da Autoridade da Concorrência que veio acalmar os deputados da A.R.?


Parece que os políticos não estavam instintivamente errados (apesar de cronicamente assim o sentirmos). O Automóvel Clube de Portugal não confia nas conclusões da Autoridade da Concorrência. Assim rezam os noticiários da nossa santa terrinha.
O ACP denunciou a suposta concertação de preços entre companhias petrolíferas em Portugal. A culpa será do Governo porque não controlou o mercado como devia, sendo agora necessária uma estrita supervisão. O ACP fundamentou as suas acusações num estudo, onde constam provas desta prática anti-concorrencial, que será remetido à Comissão Europeia para mais análise.
Coincidência, ou não, o Observatório Europeu dos Mercados Energéticos declarou ao público que Portugal é o terceiro país da UE com combustíveis mais caros.

Sempre bem posicionados, só é pena ser nos rankings errados a maioria das vezes.

O efeito dominó

A crise financeira que se desenrola está a começar a repercutir-se inclusivamente na linguagem que aceitamos. Fui só eu, ou houve mais alguém que se apercebeu que os jornais hoje citam as palavras proferidas por Pedro Solbes como um bom discurso, ou prova de bons sinais?
O efeito dominó costuma ser a queda em linha de pedras que se tocam. Ora isso é uma descrição que não deveria caber no contexto de serenização dos mercados e das famílias, descreve um efeito que se está a produzir em cadeia mas tem duas enormes desvantagens:
  1. efeito dominó é queda, o que precisamente não deve acontecer, se visa mesmo impedir, aos mercados após as garantias dadas aos cidadãos pelos governos de vários Estados-Membros (Portugal incluído, ainda bem)
  2. a expressão deveria ser mais uma de race to the top ou efeito de propulsão, para melhor descrever o rearranque que se visa com esta medida anunciada.

Resta vermos o que ainda se vai decidir na uniformização das regras a nível europeu.

Monday, October 06, 2008

O pasquim do Expresso

Diz o Expresso que os ciganos não podem comprar Mercedes num certo concessionário da marca em PT. Depois, diz que os ciganos têm temor dos sapos.

Vou proteger o nosso blog de ataques dos Roma (formally known as gipsys).


Entretanto podem encontrar a justificação deste boneco no
artigo do Expresso deste fim de semana. Será que o SAPO sabia que ia perder tantos internautas quando escolheu o símbolo da empresa?
A grande questão está nos problemas de integração desta comunidade. Não são aceites, ou são eles que se recusam a integrar-se, porque não querem abrir mão de uma série de valores e hábitos?

Vou contar-vos uma anedota

Em tempo de crise financeira, vou contar-vos uma anedota algo mórbida.
Eram dois pescadores gémeos: um casado, o outro solteiro.
O solteiro tinha uma lancha de pesca já velha. Um dia, a mulher do casado morre. E como desgraça nunca vem só, a lancha do irmão solteiro afunda-se no mesmo dia.
Uma senhora, dessas velhotas curiosas e fofoqueiras, soube da morte da mulher e resolve dar os pêsames ao viúvo, mas confunde os irmãos e acaba por se dirigir ao irmão que perdeu a lancha:
- Eu só soube agora. Que perda enorme. Deve ser terrível para si.
O gémeo solteiro, sem entender bem, explicou:
- Pois é. Eu estou arrasado. Mas, é preciso ser forte e enfrentar a realidade. De qualquer modo, ela já estava muito velha. Tinha o traseiro todo arrebentado, fedia a peixe e vazava água como nunca vi. É verdade que ela tinha uma grande racha na frente e um buraco atrás que, cada vez que eu usava, ficava maior. Mas, eu acho que o que ela não aguentou foi que eu a emprestava a quatro amigos que se divertiam com ela. Eu sempre lhes disse para eles irem com calma, mas desta vez foram os quatro juntos e isso foi demais para ela...
A velhinha fofoqueira desmaiou!
Agora pensem no Berlusconi, no Leterme e no Sarkozy, que têm tantos aviões prestes a não levantar voo e bancos a afundar-se.

Monday, September 29, 2008

Wednesday, July 16, 2008

O trauliteiro de Paris

Em Miranda, temos os pauliteiros. Em Paris, temos Nicolas Sarkozy.
Durante a sua entrevista conjunta dada às televisões francesas o comentário na sala era que estávamos a assistir a uma ronfenha discussão febril e "tabernil". A questão mal colocada por Patrick PVA fez com que a sua carreira terminasse ali. Dizia M. le Président que se não fosse ele a fazer coisas na cena internacional, Sinon moi, qui d'autre? Acho que o equivalente histórico é L'État, c'est moi! (perdoem-me a falta de rigor)
Olhei para a aproximação da Presidência Francesa da UE com alguma desconfiaça. Acho que o mais rude golpe foi de facto o Não irlandês. Alterou a agenda em último minuto, obrigou as pretensões de uma grande marca no futuro institucional da UE serem prováveis. Por via das dúvidas digo-o também: Kouchner, Sarkozy & ses amis, ont bien fait pour le malfait. Não se espera que arrogâncias e ultimatos colham frutos docinhos como mel.

Contra muita expectativa, e contra muitos interesses, a União para o Mediterrâneo avançou, com a cimeira em Paris nos dias 13 e 14 de Julho. Sem dúvida, alimentar as relações desta área vizinha pode fazer muito pela UE. Foi bom o avanço, e foi bom porque houve quem, como Merkel, viesse temperar le grand filet-mignon. E agora, veremos se depois das lumières étaints teremos le soleil au sud.

Só que os elogios não cabem entre orelhas de certas gentes, só boinas, leia-se barretes. E hoje leio no Le Monde que já há nova pressão dirigida aos irlandeses, até se antecipam datas para o novo referendo. E agora vou citar uma asneira que não é palavrão, mas é um sério e intencionado insulto: data provável do referendo é o dia das eleições europeias. Pode ser que assim se consiga dar aquele tom francês à agenda institucional europeia. Pode ser que assim as pretensões de protagonimo não saiam goradas. Pode ser que assim o trauliteiro dê uma irremediável "paulada" na construção europeia e no TLxa. Para se ser pauleteiro tem que se saber a coreografia. O trauliteiro, saberá trautear ao tom de Beethoven, ou a Marseilleise enche os ouvidos e extravasa o ego?!

Monday, June 16, 2008

Direito de resposta

Estas linhas são o meu direito de resposta e indignação. O povo Irlandês fez o mesmo, e para muitos personificou a moral de todos os Europeus. Pelo menos para já, valeu por tantos. E atentem nisto: se a Irlanda estiver disposta a saír da Europa ou ficar de lado no processo porque é um país pequeno, ou pior, se as alminhas que o pedem o conseguirem, então PARABÉNS MINHAS PÁRIAS INCONSCIENTES, CONSEGUIRAM MINAR TODA A CREDIBILIDADE DO PROJECTO!!! Se isto pode seguir sem um dos seus melhores elementos, se as questões comezinhas são preponderantes apenas quando não falamos de países como a França, o Reino Unido ou a Holanda, então que rol andamos a apregoar?!
Após a confirmação de que o Tratado de Lisboa vacilou na Irlanda, acho que poucos foram os sensatos que como essencial disseram Pois bem, faça-se um período de reflexão, que resulte em informação. A verdadeira crise é de democracia. É a justificação do processo de construção europeu que foi uma vez mais colocada em causa.
A Europa não cessa quando Bruxelas fecha a torneira dos subsídios e dos fundos. A regulação europeia trouxe mais à qualidade de vida dos europeus do que nos é feito crer a nível nacional. Com a globalização, a raison d'être deste processo tornou-se a paz e a robustez económica e social numa importante área do mundo. Em Portugal, ainda que estejamos abaixo, o esforço de nivelar é sempre útil.
Anuncio tudo isto porque tenho que mostrar o meu cepticismo masoquista de europeísta convicto. Lê-se no Público de hoje, em palavras de Rui Tavares supostamente citando o Eurodeputado Miguel Portas, que deveria ser o Parlamento Europeu a tomar poderes de assembleia constituinte, e num concerto com os Parlamentos nacionais preparar o novo Tratado. Não posso deixar passar esta ideia de que uma assembleia como o PE mereça tais poderes. Então mas o PE não era a Câmara constituída por aqueles que por uma ou outra razão trazem votos aos partidos políticos num único momento que é o do plebiscito europeu? Não era visto como o exílio das listas de notáveis e figurantes adjacentes que uma vez exilados pouco ou nada falam com quem os elege? É que eu acho que não é sempre assim, as excepções confirmam a regra, mas acho que no fundo a verdade verdadinha é esta: não podemos no estádio actual da UE esperar que uma assembleia cuja representação é tão dispersa venha a lograr obter um mecanismo que funcione correctamente e se imponha legitimamente. Perante uma mol que não os admite senão como um punhado de gente que representa e reconhece mal o que se passa na profunda floresta de Turkü ou em Trás-os-Montes. A coisa não passará. Apesar de me ter surpreendido com o excelente trabalho que se faz em Bruxelas, acho que vai ser muito díficil termos o Le Pen e o Ari Vatanen bem informados o suficiente para concordar ou garantir em quem por eles se representa que agora sim, podem aceitar esta lista infindável de excepções ou acreditar piamente na boa legislação votada com as novas maiorias qualificadas.

Saturday, June 14, 2008

Um grande dia para a Europa

Sexta-feira 13, resultados do referendo do TLx na Irlanda foi um grande dia para a Europa. Só que não foi um dia em grande, apesar de termos que tirar uma lição de humildade. Nas circunstâncias destas votações de grande abstenção, quando há indecisos que são decisivos a regra é que quem vai votar vota do contra. Valorizou-se a ignorância.
Foi celebrada, mas não é famosa, a sugestão arrogante expulsem-se os irlandeses. Então, expulsem-se os franceses e os holandeses. Eles mataram a "constituição". A julgar pelos recadinhos o Tratado é para andar para a frente, com ou sem Irlanda, com ou sem claúsulas. Tampouco deveria ser isto o essencial. E não choremos pelo trabalho perdido. Chorem porque não sabem para quem trabalham!
Os extremos voltam a tocar-se: David Cameron, Ilda Figueiredo, Manuel Monteiro, Miguel Portas, Le Pen... todos vêm congratular-se à sua maneira. Portanto, para eles um atraso num processo inequívoco e de dividendos inegáveis é uma boa nova. Pois para eles aqui fica um enorme manguito mental!!!

1) o "Não" ganhou porque foi mais aguerrido, a preparação foi feita com olhos na batalha, e não do ponto de vista de vencedores que pouco teriam que defender do seu reduto;

2) quando o "Sim" começou a perder terreno em ritmo acelerado vieram em socorro alguns desastres - Durão Barroso com ultimatos, Mandelson e Cowen prometeram o impossível na OMC em cenários impróprios, Kouchner assumiu-se como um belíssimo embaixador do chauvinismo;

3) os agricultores disseram que mudavam de ideia, mas a situação estava imparável no sentido errado, e somam-se os contributos financeiros sem limites de alguns loucos que querem que as coisas fiquem como estão (diz-se que até os Republicanos norte-americanos contribuíram para a campanha, presumo que o silêncio sobre esta matéria vale de consentimento...);

4) a campanha para o referendo na Irlanda perdeu ainda pela falta de diálogo e ausência de preparação no terreno que outras experiências com o mesmo fim teriam garantido. Não houve a sinergia do erro prévio, e isso foi o que mais falta fez para poder emendar a mão desta campanha. Acrescente-se que vimos e ouvimos coisas que mais pareciam profecias do fim do mundo tal como o conhecemos e adoramos (aborto e eugenia, serviço militar obrigatório europeu, adeus à cadeira na Comissão...).

O que deveriam estar a ponderar os decisores e eurocratas é a carência subjacente a este "Não" e que lhes tirou o sono nos prévios referendos, e teve o poder de destruír uma agenda bem arrumadinha mais do que várias vezes para vacinar uma crise institucional auto-induzida! Nem ousem empurrar ninguém para o canto do castigo, o maior castigo foi este: a democracia exerceu-se. Um amigo meu disse-me na 6ªfeira tentaram sequestrar a Europa.. pois então, agora estamos reféns! Não há volta a dar-lhe: o "Não" manifestou-se contra a ausência de diálogo, a falta absurda e arrepiante de informação, mas não é de agora. À crise institucional responde o povo com uma crise de valores e de consciência. Não é simples, é mais complicado descodificar tudo em mensagem inteligível para os governados da Europa do que reduzir umas quantas exigências e opt-outs a texto pronto a aprovar por quem não o lê e na fogueira das vaidades não quer ficar fora da fotografia. Mas querem crer que o povo é néscio e que é melhor mantê-lo à parte da Europa? E esperem pelas eleições para o PE. A Irlanda votou contra porque não foi convencida a votar em nada. E em terreno virgem de informação venceu a desinformação.
p.s.: escrevi este post no dia 14 de Junho, corrigi e publiquei no dia 16. Outros pontos nesta discussão merecem mais um comentário que publicarei noutro post. Por favor leiam-nos em conjunto!

Tuesday, June 10, 2008

Se a Irlanda votar Não

Mark Mardell escreveu hoje no seu Euroblog:
What there would be is a dissection of the corpse. Some major parts of both Lisbon and the constitution would be sadly discarded. Plans to get rid of the veto for justice and home affairs, to have a stronger foreign policy , to have a president of the council and beefed-up high representative for foreign affairs, would probably be junked. Some would no doubt try to sneak back to the dustbin and save them for later use. But an Irish No kills aspirations like these, at least for a while.

But Ireland may still vote Yes: it is on a knife edge and I have changed my mind about the likely result back and forth in the last 24 hours.

Subscrevo. Apesar de considerar que o novo Tratado pecou por pecado de nascimento (os de geração cingem-se ao que vimos com qualquer Tratado), seria uma perda histórica e um retrocesso muito sério na construção europeia. E apesar de questionar, acredito no projecto europeu!

Friday, June 06, 2008

Comemorações do dia da nossa terra!!!!

e é este o programa por terras inglesas

e vejam o site dos emigrantes....descobri pois andava à procura do nosso Consulado.

beijinhos

Thursday, June 05, 2008

A vida 'tá díficil


Como o roubo é visto nos tempos modernos, foi o mail que um amigo me enviou. Acho que no Código Penal, a tipificação do furto e do roubo atende à apropriação ilegítima do bem de outrém.

À parte dos combustíveis juntam-se ainda os alimentos que encarecem e dependem das colheitas do ano, o dólar que desceu como não se via há muito tempo, o Euro que prejudica as exportações europeias (ou não?!). Depois vem a PAC, os biocombustíveis, as taxas de emissão...
Ok, eu prometo que escrevo qualquer coisa de animadora muito em breve. Mas pensem nisto: as coisas ainda se sustentaram até aqui!

Friday, May 30, 2008

Quem será o isco?

Como sabem, eu até gosto do DN, mas o melhor é a secção Cartoon. Grande Bandeira.

Wednesday, May 28, 2008

Parabéns EMU





Alguém tinha que assinalar a efeméride.

Tuesday, May 27, 2008

Uma pessoa distrai-se...


...e está isto cheio de posts.

Esta cena repete-se diáriamente na Baker Street...pára o trânsito e lá vão os cavalicoques de sua Majestade.
Bom, às 7:30 da matina não há grande trânsito. No autocarro vão os trolhas e eu.
Depois na estação de comboio compro um caffee latte - un lait russe - um GALÃO - e finalmente vou acordando a ouvir a BBC Radio 4 que recomendo (têm uns podcasts fantásticos). E são assim as minhas manhãs de imersão na cultura londrina.
Kisses

Wednesday, May 21, 2008

O retalhista português

Diz o Bastos que nós temos andado a ser mal guiados. Li por acaso, mas recomendo, para todos os que acham que Portugal não tem emenda, e para os que acham que não precisa de ser emendado.

O lado certo está, creio-o bem, quando recusamos a indiferença e não admitimos a resignação.

O dá e leva

Se Portugal é um país com dificuldades porque a frágil economia se ressente das mais ténues oscilações, muitas provocadas pela globalização, pela abertura dos mercados e a fraca competitividade que detemos, também a UE no seu todo ecoa os mesmos receios.
A propósito recebi ontem um estudo publicado a pedido de Durão Barroso, por dois economistas americanos, que assevera que a UE ainda pode ganhar da globalização. Ora até aqui sabemos todos, mas como ainda não li o estudo todo, tenho que comentar as conclusões à luz da minha ignorância.
  1. Don't panic. Overall, Europe wins - e então? há novidades? Este tem sido o continente com mais prosperidade acumulada, o facto de o crescimento ter desacelerado não significa que já perdemos a vantagem de partida
  2. Globalization isn't zero-sum. A new job in China doesn't mean a job lost at home. One country's success does not mean another country's failure. - estarão estes brilhantes senhores a propor que avaliemos as oportunidades que temos?
  3. Globalization is not one-way. What goes out also comes in: goods, services, jobs, money, ideas. - vou mesmo ter que ler o resto do estudo!!! Mas se estes fluxos entram e saem, então temos que saber como reter em casa a mais-valia
  4. What goes up can come down. There is nothing preordained about the relative wealth or poverty of particular countries or continents. - costumamos dizer isto no BTT. Mas eles devem estar a referir-se a casos como África que continua pobre mas cheia de recursos naturais ou zonas inóspitas da Índia que souberam criar indústrias de serviços...
  5. The world is not flat, it's bumpy. Many win, some lose. Acknowledge the costs. Help those who must adjust. - Isto na UE tem que se lhe diga: cheque inglês, DG DEVE/DG REGIO, QREN, Wallonia/Vlanderen, Catalunha...
  6. Don't blame others for changes needed at home. - para os srs. que pensam que passam despercebidas as suas faltas de talento para perceber quando e como reformar um país e sectores económicos
  7. Don't try to pick winners and losers. Globalization is dynamic. Nurture your comparative advantages by developing your resilience. - aprendamos com os erros e as vitórias de outros, mas não nos esqueçamos de saber fazer a nossa leitura do jogo que temos pela frente e prepará-lo antes
  8. Globalization is not one-size-fits-all. It does not impose any single model on national economies. There can be different pathways to success.
  9. Give everybody a stake in a (...)rules-based system. - quem tem algo para perder tem medo e faz por ganhar
  10. Be careful out there. It can all come crashing down. It has before. - parece que eles avisaram depois da tempestade, mas é verdade, um bocadinho de auto-suficiência tinha sido boa panaceia para crises como a financeira, a do petróleo, a dos alimentos... oh bolas, acho que estão quase todas neste cabaz!!!!!
É curioso como alguns lugares comuns conjugados fazem sentido e até podem fundamentar uma mensagem de esperança.
No dá e leva da globalização, parece que a Europa ainda tem trunfos para jogar!

Tuesday, May 20, 2008

A credibilidade

(este comentário é meu, e só meu como decerto compreenderão)

Vi as entrevistas com a Judite de Sousa aos dois candidatos que mais credibilidade supostamente terão: o Pedro Passos Coelho, e claro está, a ex-ministra das Finanças. Eis a impressão que me deixam.
Apesar da condução da entrevista não ter sido eximiamente guiada pela jornalista, a ex-ministra vem com os mesmos laivos do passado, tem dificuldades em deixar-se saír do plano austero e por vezes autoritário. Quem não estime este tipo de pessoas depressa verá nela uma pessoa arrogante. Não é com vinagre que se apanham moscas. E no final pouco sumo extraíu, senão os pecadilhos combatidos que têm sido o centro da sua campanha. Para gerar credibilidade vai ter que pedir aos militantes que confiem nela, e mais ainda, que façam dela a futura chefe de governo. Compete ao PSD eleger o seu líder e compete ao PSD entregar o líder ao país.
Passos Coelho com o seu discurso de novo, que traz novidade, falou de maneira clara, expôs mais temas na mesa e deu a sensação de querer abrir outras frentes de combate. Mas nesta arte do mediático, Passos Coelho tem o espectro do outro Pedro, o Santana Lopes, que sempre deu a cara nos media, nunca teve medo de falar, até que começou a falar demais, e sempre mais, e tiveram que o calar. E este medo fundamento-o numa interjeição muito breve: a jornalista pergunta-lhe quem merece a sua preferência nas eleições nos EUA e ele diz que Obama, mas só depois de afirmar que não é sua intenção interferir nos assuntos internos norte-americanos. Devo ter ouvido mal. Afinal Passos Coelho ainda disse que não se compara a Obama porque os países não se comparam, e no final um candidato a putativo PM de Portugal diz "interferir"? Acho que ele queria dizer comentar ou opinar. Pois eu comento: podemos estar perante um fenómeno de preparação para a campanha, mas quando tudo se mexer ao mesmo tempo, veremos se há sensibilidade e bom senso.
Da equilibrada combinação dos dois teríamos a oposição construtiva a Sócrates. Ah, uma oposição é sempre construtiva: obriga o Governo a pensar, chama-lhe a atenção para coisas que foram negligenciadas, portanto também governa.
E aos candidatos diria: Passos Coelhos espera só um bocadinho. Tudo indica que podes chegar lá. Sra. Ex-Ministra, seja mais condescendente, e todos nós condescendemos mais facilmente também.
Nele não votaria, nela não me revejo. E ninguém de melhor se apresentou.

Saturday, May 17, 2008

Enquanto isso, do outro lado do canal...

A catana está boa e recomenda as terras de sua majestade por alturas da primavera.
Dizem que o melhor das partidas são os reencontros... é verdade!

Tuesday, May 06, 2008

Chegou o livro do ano às melhores livrarias do país!!


Diário de uma cientista observadora de pescas, por Sara Monteiro!
E em três livrarias! Em Lisboa na Univ Nova, Livraria Colibri; na livraria do King e em Évora, na sombra dos livros.
hehehe

Thursday, May 01, 2008

Catana voa voa


Pronto, lá se foi a Catana...
Canita! e agora?!?!
Até um dia destes em Londres!!

Tuesday, April 29, 2008

3 fotos na Madeira!




Quando se aterra no cockpit...

... pensa-se como eles sabem rapidamente onde está cada botão;
... tenta-se não falar, nem gesticular muito para não distrair o comandante e co-piloto;
... e, enquanto se pensa no que (ou não) fazer, aterra-se!!

Abril, "feijoadas" Mil



Muito obrigado às presentes. Para o ano haverá novamente feijoada...

Monday, April 21, 2008

Não há duas sem três



Itália é um país fora de série. Tem comida excelente, tem óptimos estilistas de moda. É grande o suficiente para ter das melhores praias mediterrânicas e das melhores estâncias de esqui alpinas. Os italianos são construtores da bella machina, nutrem uma paixão avassaladora pelo seu/nosso café. E agora isto.
Não resisti a colocar a fotografia de capa do Economist desta semana. Se estiverem interessados por favor leiam o artigo.
Eu digo-vos o que me choca e me faz escrever sobre isto: como pode um país que devia ser uma das locomotivas da Europa, e que o foi do Mundo, submeter-se ao mesmo tratamento, não em mera repetição, mas pela terceira vez? Berlusconi soube construír o seu próprio império, muitos frattelos esperam ver essa mágica na governação. Mas até que ponto a ingenuidade os levou a votar neste barão dos negócios, que manipulou leis para se escapar impune, que favoreceu os seus dons da Máfia, que minou o governo anterior que estava a tentar reformar o necessário, contra todos os interesses instalados, mas em prol do futuro do país? Foram as promessas? Então mas ele não esteve já à frente do país duas vezes muito recentemente? E não tinha sido tudo anedótico? Resta saber se o cirurgião dos implantes de cabelo vai ter uma palavra nos destinos da economia transalpina. Ou se os italianos vão estar pelos cabelos antes do fim deste mandato. A modelo pelo menos vai fomentar a natalidade!

A competitividade da Stª Terrinha

Li há dois meses que na aplicação do Quadro de Referência Estratégico Nacional se iriam passar cheques, quase instantâneos, de 25.000€ para assegurar uma continuidade ao ímpeto de reestruturação empresarial que o mesmo pode dar às PMEs portuguesas. Esta medida é de louvar, tanto quanto a previsão de reduzir o tempo de análise das candidaturas para cerca de um mês, quando o processo estiver em velocidade de cruzeiro. Outras boas medidas são enunciadas no mesmo artigo, caso da possibilidade de concertação entre várias empresas que detenham uma mesma necessidade. O aproveitamento de sinergias é sempre frutífero, evita desperdício de tempo e facilita a investigação de soluções inovadoras. Acresce que no caso de indústrias frágeis ou deprimidas, a solidificação da indústria regional ou de um sector significa uma nova esperança. E no nosso país bem que precisamos de novas esperanças.
Pelo artigo do Sol de hoje parece que as coisas se estão a compôr agora. Parece-me algo tarde, dá a sensação que o Governo não se preparou a tempo para aproveitar mais esta benesse vinda da Europa. Acordemos para esta certeza: o processo foi lento, a adaptação arrastou-se, e o Governo não vai admitir as suas faltas. É um tique clássico e prova de uma auto-estima narcisista que se denuncia em vários foros. Resta ver quem inculparão quando alguém apontar o dedo para mais um comboio que já vai longe.

O QREN pode ser um remédio para preparar a competitividade da indústria nacional. Já foi alvitrado em vários fóruns, como no PE durante a discussão da resolução sobre o futuro dos têxteis, que a nossa indústria precisa de se reconverter. Se preparamos a economia europeia para ser competitiva com base no saber, temos que valorizar o mesmo e explorar o benefício que pode trazer à nossa capacidade produtiva. É por isso que me espanta a inocência das partes no processo de implementação do QREN em Portugal. Do que é que ainda estão à espera? E se o processo resultou mais díficil, será que não se consegue acelerar toda a adequação e adoptar os instrumentos que possibilitem criar vantagens competitivas em Portugal. É pena não termos tido uma voz de oposição em casa, e que outros estejam exilados e remetidos a certos jornais...

Nunca fui militante activo





Desde pequenino que me revejo no PSD, por culpa de alguns bons cidadãos que por lá andam/andaram. A minha vida profissional toca nesta dimensão, mas uma vez mais não ouso sequer pensar vir a intervir. Não vale a pena, quem mais sabe e melhor fará está acima, ao lado e por dentro das fileiras partidárias. Sou um simpatizante com cartão, e tenciono assim ficar enquanto não me enraivecer contra toda esta escumalha que teima em não ver-se ao espelho, mas que pensam que podem olhar nos olhos do povo, quem deviam guiar e apoiar!

Sempre fui mais activista do que propriamente activo: reajo de acordo com os estímulos e o espicaçar de comentários que me inflamam, entre almoços de amigos e jantares bem regados. Acho que mesmo assim sou mais ajuízado do que alguns incautos que cometem ousadias que saem caras ao país e ao partido.

O problema do PSD não é ter este ou aquele presidente, não se coloca ao nível da sua identidade e ideologia. É antes tudo isto embrulhado numa economia que definha, puxado por um governo que toma todas as medidas de um ponto de vista zarolho, obrigando o país a desenhar ângulos obtusos. O problema do PSD é este: tem estado demasiado tempo de costas voltadas para o povo. As estatísticas valem o que valem, mas se o único serviço que nobremente pode o PSD prestar ao país é o de não sendo governo construír alternativas, onde é que estão as nossas mentes brilhantes? Ser-se um grande partido é ser-se grande em todas as ocasiões. A grandeza vem dos actos, não da passividade e da inactividade. O umbilicismo é uma atitude infantil. Será desta que crescemos? Não gosto de ser derrotista, mas começo a t(r)emer.

No comments - o Mundo






Muita imaginação tem sido aplicada na descrição de todas estas situações, bem caricaturadas nesta página da minha predileção:
  1. Uma belíssima luta entre dois Democratas, com trocas de acusações que remetem para os guiões das novelas mexicanas.
  2. Entretanto, dois presidentes das antigas potências da guerra fria cessam funções. Resta a dúvida: quem parte e quem deixa a sua herança seguir sozinha?
  3. A situação no Zimbabwe também podia ser em Itália, com as devidas adaptações. E sem o défice democrático desta feita!
  4. Será a imagem do Uncle Sam de todo uma caricatura?

Thursday, April 03, 2008

Rídiculo é meter esta tranca à porta

Detesto voar. Os aeroportos são para mim antros em que me esperam momentos péssimos de sofrimento. E não estou a falar de pânico de voar, estou a falar da segurança nos aeroportos. Podia juntar a entrada no escritório, na cantina da instituição ou em qualquer outro sítio em que me queiram apalpar para encontrar aquela bombinha. Deo gratias que ainda nunca me deu para largar no momento de tanto receio uma bombinha de mau cheiro.
Digo que tenho medo de voar, mas eu tenho medo é de quem voa. De quem voa demasiado alto e lá no seu poleiro manda e comanda cá para baixo. De tipos sem licença para pilotar que dão bitaites sobre o que fazer para segurar aviões Jumbo carregados de chumbo. Acho que anda meio Mundo a tentar inibir outro meio Mundo.

O que mais chocou o Mundo no momento dos ataques terroristas do 11 de Setembro e posteriores foi a barbaridade cometida, o calculismo e perversidade que resultaram em tão graves atentados à vida humana de pessoas comuns que seguiam o seu mero quotidiano.
No rescaldo destes ataques muitas medidas de segurança foram tomadas pelos governantes, nomeadamente americanos e europeus. Estas medidas supostamente repõem a normalidade e tranquilidade ao quotidiano do cidadão. Houve quem lamentasse que pecaram por tardias. Lamento, não podemos hesitar em afirmar que, não apenas foram tardias, como são nocivas e perversas, inclusivamente atentados contra a liberdade que o Mundo Ocidental embandeira como sua conquista perene.

Os imperativos de segurança que se dirimiram no rescaldo dos atentados de Nova Iorque, Londres ou Madrid não pecam por excessivos nos paradigmas de segurança que tentam criar, pecam pelo simples facto de tentarem criá-los e sobrepô-los à nossa liberdade. Esta aberração deve-se a um certo histerismo criado pela necessidade de proteger meio mundo do outro meio mundo. Pasme-se quando verificamos que as nossas liberdades são tão restringidas, mas acrescente-se que estas restrições não são exageradas para conter o perigo. O que é exagerado é pensar que elas são o único meio eficaz, o método infalível para restabelecer a normalidade.
O motivo por detrás de todas as restrições e dificuldades geradas para qualquer passageiro aéreo vai contra todos os valores que levam à afirmação de espaços de liberdade, como convincentemente se proclamam as nações modernas e civilizadas do Ocidente.

A História lembra que meio Mundo tem tentado dominar, por via da inibição de outro meio Mundo. Os romanos tinham conceitos de Bárbaros para povos muito distintos. Considerando o poderio do Império, temo que esses conceitos foram enviesados por perspectivas de uma maioria que se tomava como superior, como o prova a tentativa de latinizar os povos, impor a sua língua e os seus costumes. As Cruzadas também foram um método para evangelizar os povos do além-mar, impor uma religião e uma civilização que nela se ancorava. Durante os Descobrimentos o tráfico de escravos era considerado como um comércio legítimo e lícito. Tomadas à luz do pensamento actual, não seriam estes passos tomados como negações graves de humanidade, porque atentatórios dos valores e autodeterminação dos povos e nações? Não reflectem também choques civilizacionais?
Estamos perante uma profunda crise de valores, uma perspectiva errada e mal olhada pelos dois lados, digo mesmo zarolha, dos factos. A dignidade humana não comporta ataques como os perpetrados por terroristas rancorosos. Porém, a aberração que é o zelo imposto após os mesmos restringe-nos a todos, não apenas aos potenciais terroristas. E é por isso que é ineficaz. Porque paga o justo pelo pecador, e porque não reflecte a boa vontade em conseguir obter concórdia e paz verídicas. Enquanto não encontrarmos uma plataforma de diálogo comum nunca vamos conseguir deixar os temores fora dos aeroportos. A hipocrisia é pensar que como inibimos no aeroporto, os terroristas não conseguem ser mais perversos ainda e tentam atacar por outra via. Londres e Madrid comprovam-no. E muitas vias continuam por explorar. Cada uma que se descobre é certamente controlada para tentar inibir o terror. A perversidade deste método é que os eixos malignos não se contentam com este estado das coisas, costumam reivindicar com ainda mais intolerância contra tudo e contra todos. Ao mesmo tempo, parece que tanta inibição tem fechado as vias da concertação e a obtenção da única prevenção genuína, porque numa guerra aberta contra todos os que estejam contra, todos pagam com a sua liberdade. Não é irónico?

Onde está a Maddie?

O desenrolar do caso Maddie ultrapassou muitas fronteiras, físicas e psicológicas e apaixonou muitos. Desde sempre os pais da criança desaparecida conseguiram atrair muita atenção para um caso quiçá demasiado comentado, e o público foi acatando um abuso da situação. O fôlego dado à notícia foi um combustível que alimentou a polémica e levou os pais a processar um jornal que se limitou a noticiar, tal como muitas outras notícias, declarações da polícia.
Muito se falou, mas as certezas são sempre refutáveis. Foi a avidez e a especulação que conduziu à situação actual: os pais estavam ávidos de atenção e pediram-na ao público, e os media desejosos de veicular a notícia. É natural que uma mensagem bem transmitida chegue sempre ao seu receptor, mas sobra a questão: será que todos nós podemos descobrir onde está a Maddie? Por momentos fomos quase impelidos a sentir a dor da falta da Maddie, tal era a exposição dada pelos media. Talvez fosse demasiado protagonismo, talvez todo o descontrolo e pedidos de ajuda se tenham tornado despropositados e contraproducentes. As televisões, jornais e rádios foram todos acolhidos no seio de uma família desfeita que quis chorar em público e tentou que o público chorasse com ela. As intenções e motivações porém não são do foro público, e pelo que indicam as recentes reacções dos pais, demasiado foi público.Num momento em que tudo é pretérito, à excepção da dúvida sobre o paradeiro da Maddie, todas as partes tentam sacudir a dúvida. Tudo é uma aparência, uma família que parece nunca voltar a ser a mesma, polícias que não conseguem alcançar verdadeiras pistas que conduzam ao paradeiro de uma criança que em parangonas diferentes do mesmo dia está morta ou foi raptada e entretanto mantida num endereço remoto. Infelizmente muitos mais casos de crianças desaparecidas existem, mas Maddie tornou-se notícia pela forma demarcada com que os pais prescindiram das esferas privada e íntima da família. Este caso não é um mero desaparecimento de uma criança. O mediatismo de grandes dimensões que o casal gerou à volta da família por fim quase que a sufoca e releva a sua dor, porque o monstro se virou contra o criador. O arrependimento conduziu ao desespero e o casal processou um jornal, que na rama da aparência duvida da sua plena inocência neste caso. No primeiro momento de desespero, o mesmo procedimento aconteceu a convite dos pais. Provavelmente o Tal & Qual não queria difamar ninguém, a notícia era rotina na dança dos pais com os media, passos que intoxicaram e contaminaram a eficácia da acção policial e do próprio veículo utilizado pelos pais na busca de uma solução para o caso. Disso os pais são culpados, do descrédito dos media. O demérito das notícias e especulações serão uma herança difícil de apagar, casos idênticos vão muito provavelmente sofrer com a desconfiança criada e a apatia que se poderá manifestar perante situações similares. No momento do balanço apenas resta o essencial: onde está a Maddie, esta e todas as Maddies? As famílias são devastadas, a opinião pública na sua compaixão gosta de seguir estes casos, é um reflexo humano. Neste caso todos perdemos, não só a família, porque dificilmente se procederá a um razoável juízo dos factos, não só a investigação, contaminada pela proliferação do ruído gerado em torno do caso. A perturbação poderá ter inquinado o futuro, o da Maddie e dos outros nomes que desconhecemos mas infelizmente sabemos que existem. Decerto os pais não queriam este efeito nefasto. A dúvida ainda não sucumbiu, mas infelizmente fica esta memória.

A tortura da banheira

Um tema de que se tem falado a propósito da prepotência dos EUA tem sido a tortura. E a CIA teve que explicar a sua tortura da banheira. Eu lembrei-me de outra coisa: venham os congressistas norte-americanos à Bélgica ver se não existe tortura da banheira.
Modo de usar:
i) entrar num comboio Knokke-Liège
a dificuldade deste passo está em conseguir adivinhar se o comboio chega a horas à estação intermédia ou se vai ter que esperar 20mins para fazer uma viagem de 25mins, especialmente no troço entre Gent e Bruxelas
ii) tentar sequestrar um belga a tresandar a cerveja
a nobre exalação corpórea dentro do comboio, especialmente no Verão ao fim da tarde, deverá de tal modo bloquear a pituitária que se recomenda o reconhecimento visual; consta que a polícia belga tenta encontrar criminosos pelo cheiro, mas os cães adoecem assim que entram nos comboios, aliás, esta é a razão pela qual os carros da polícia belga usam tanto da marcha de emergência: vão a caminho do hospital-veterinário; o reconhecimento deve ser visual, identificando-se o suspeito através das várias latas de 0.5l de Jupiler que traz nos bolsos e tem em cima da mesinha

iii) prendê-lo sem que ele não pense que o separatismo estalou e ele foi a primeira vítima
os belgas vivem com vários pavores, todos eles cromossomas excessivos no código genético do país: não querem ser franceses, não querem ser holandeses, detestam o país que têm, detestam a Europa, não podem viver sem a melhor e única alternativa a todos estes medos, o país que têm

iv) se o sequestrador chegou aqui, chapeau, agora é só acusar o belga de ter cometido crimes contra a humanidade
facílimo, todos os belgas comem ou já comeram batatas fritas, a acusação de crimes vários contra a humanidade é simplíssima - comeu batatas fritas, actuou de acordo com a tipificação do crime de lipidícinio, a sedução e propagação da obesidade, um problema do Homem moderno; este crime tem uma agravante muito em voga, a participação no dolo ecológico, porque o presumível criminoso sabe que as barracas dos fritos queimam gordura e libertam os seus fumos para o ar, o que satura os céus e qualquer dia ainda provoca chuvas intermináveis e muito ruins para peles bronzeadas pelo microclima de Knokke

v) agora tente meter o belga numa banheira com água e diga-lhe que tome banho uma vez por dia
recomenda-se o uso de amarras para evitar a evasão do criminoso, com todas estas premissas criminais, a verdadeira tortura vai ser a própria pena: os belgas chegaram a ter problemas de falta de água para regar as couves porque os estrangeiros que vieram para Bruxelas tomavam duche todos os dias e como em regra a água é mais cara do que a cerveja, o povo local poupava o que os estrangeiros desperdiçavam

Tuesday, April 01, 2008

Tibete: UE vai «convidar» o Dalai Lama a ir a Bruxelas

O chefe da diplomacia francesa, Bernard kouchner, disse hoje que os 27 deverão convidar o Dalai Lama a ir a Bruxelas, depois de terem apelado ao diálogo da China com o chefe espiritual dos tibetanos.
«Os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros vão convidar o Dalai Lama a ir a Bruxelas, se a presidência eslovena o decidir proximamente», disse Kouchner à rádio RTL.
«Como o Dalai Lama não defende nem o boicote (dos Jogos Olímpicos de Pequim), nem a independência do Tibete, é tempo de retomar o diálogo», acrescentou o ministro francês.
Por considerarem cumpridas as exigências chinesas, os 27, reunidos no sábado na Eslovénia, apelaram para «um diálogo substancial e construtivo »entre Pequim e o Dalai Lama« sobre todas as questões chave, como a preservação da língua, da cultura, da religião e da tradição tibetanas».
A China reagiu no domingo manifestando o seu «profundo descontentamento».

Diário Digital / Lusa
01-04-2008 8:03:00

Tuesday, March 25, 2008

Campanha nacional: Tratado de Lisboa


"O Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, o MNE/Centro de Informação Europeia Jacques Delors e a Representação da Comissão Europeia em Portugal promovem diversas acções de informação sobre o Tratado de Lisboa.

Estão previstas sessões de informação, seminários e debates, de acesso livre, por todo o país. O objectivo é informar o cidadão sobre o Tratado de Lisboa que deverá ser ratificado por via parlamentar.

O novo sítio Internet disponibiliza informação sobre as diversas iniciativas de informação e debate, assim como links aos dossiers temáticos sobre o Tratado preparados pelas instituições europeias."

Wednesday, March 12, 2008

Grande Salto (7 metros). Parabéns Naide!

Publicação: 10-03-2008 09:55 Última actualização: 10-03-2008 13:11

PR e Governo felicitam Naide GomesAtleta portuguesa é campeã mundial de salto em comprimentoO Presidente da República e o Governo felicitaram Naide Gomes pela conquista da medalha de ouro nos mundiais de atletismo de pista coberta em Valência. Ontem a atleta portuguesa sagrou-se campeã mundial do salto em comprimento com um salto de sete metros. Também ontem à tarde, Nelson Évora conquistou o bronze no triplo salto.

SIC

Friday, February 22, 2008

O mal-estar do país e os erros dos políticos

Publicação: 22-02-2008 16:00 Última actualização: 22-02-2008 16:00

A SEDES, uma das associações cívicas mais antigas do país, divulgou um relatório que diz que Portugal está à beira de uma crise social de contornos difíceis de prever. Diz também que há falta de confiança na classe política e peso excessivo do Estado. A reacção esperada do Governo é que a SEDES exagerou. A reacção da maior parte dos portugueses é que, de facto, o mal-estar cresce e a SEDES pôs o dedo na ferida.
(José Gomes Ferreira, Director Executivo Multimédia-Online)

Ler Relatório SEDES

Wednesday, February 13, 2008

Versão consolidada do Tratado de Lisboa e o balanço da Presidência portuguesa disponíveis na internet

O Ministério dos Negócios Estrangeiros Português acabou de disponibilizar, on-line, uma versão consolidada do Tratado de Lisboa. Esta versão do Tratado é da única responsabilidade das autoridades portuguesas, não estando ainda disponível a versão consolidada do Tratado pelas instituições Europeias.
(+ info)

Monday, February 11, 2008

gianna nannini - meravigliosa creatura

file://www.youtube.com/v/WXMbhGY7Sag&rel=1">

Lyrics MERAVIGLIOSA CREATURA
Gianna Nannini
Molti mari e fiumi
attraversero
dentro la tua terra
mi ritroverai
turbini e tempeste
io cavalchero
volero tra il fulmini
per averti

Meravigliosa creatura sei sola al mondo
meravigliosa creatura paura di averti accanto
occhi di sole mi bruciano in mezzo al cuore
amore e vita meravigliosa

Luce dei miei occhi
brilla su di me
voglio mille lune
per accarezzarti
pendo dai tuoi sogni
veglio su di te
non svegliarti
non svegliarti
non svegliarti....ancora

Meravigliosa creatura
sei sola al mondo
meravigliosa paura d'averti accanto
occhi di sole mi tremano le parole
amore e vita meravigliosa

Meravigliosa creatura un bacio lento
meravigliosa paura d'averti accanto
all'improvviso tu scendi nel paradiso
muoio d'amore meraviglioso

Meravigliosa creatura
Meravigliosa
occhi di sole mi bruciano in mezzo al cuore
amore e vita meravigliosa

Wednesday, February 06, 2008

10.º aniversário do lançamento da UEM e da introdução do euro

Para celebrar o 10.º aniversário do lançamento da UEM e da introdução do euro, todos os países da área do euro vão emitir uma moeda comemorativa de 2 euros, com um desenho comum. Esta moeda estará disponível no mercado no início de 2009.Com base num concurso de desenhos entre as várias Casas da Moeda da área do euro, os respectivos directores pré-seleccionaram 5 desenhos a seguir apresentados. O desenho vencedor será seleccionado exclusivamente através da votação feita nesta página web (http://www.eurodesigncontest.eu/vote.cfm?lang=pt)


Podem participar nesta selecção todos os cidadãos comunitários e residentes na União Europeia. Cada pessoa só pode votar uma vez. Será escolhido um vencedor de entre aqueles que votaram no desenho vencedor. O prémio será constituído por uma colecção de moedas de euro de elevado valor. A votação termina no dia 22 de Fevereiro de 2008.

"Detenção Secreta"


Thriller americano, há muitos... Mas este, tem por epicentro uma "detenção secreta", levantando um pouco mais a ponta do véu (ou será da burka?!) da política anti-terrorista americana... São 120 minutos de roer unhas... Com o tema na ordem do dia, este será um filme a não perder... Ver o trailer

Hermitage


Por cá, últimos dias para ter um cheirinho do Hermitage. A exposição estará patente no Palácio Nacional da Ajuda, Galeria D. Luis I, até ao dia 17 do corrente. Bilhete normal a 6 euros. Vale a pena! Mais informações http://www.ipmuseus.pt/exposicao-hermitage/index.html

Monday, February 04, 2008

Toots Thielemans em Lisboa e no Porto

Não percam este belga velhinho e super simpático em placo, com toda a habilidade jazzistica que se quer.
Já tive o prazer de o ver aqui ao vivo...e de borla ;-)

no CCB dia 6 Mar 2008 - 21:00 TOOTS THIELEMANS

vá, vão!

beijinhos

Wednesday, January 30, 2008

ainda a tempestade





Sarix, não te assustes, mas a tua casa agora está assim (à esquerda)!
Mas eu também não me posso ficar a rir, porque a minha agora tem o aspecto da direita!
Para compensar tive direito, nada mais nada menos, que ao verdadeiro "polish plumber"! (Não tirei foto ao senhor. Parecia mal. Mas podem ver alguns dos seus utensílios de trabalho na foto. ehehe)
bjs,
nilsss

Wednesday, January 23, 2008

new perspective


Depois da tromba de àgua vem sempre a bonança
mudo p a semana

(ou infelizmente pq

tecto bem q podia ter caido c 1 semana de atraso, n lhe custava nada)

fish

a usurpar net da vizinha nilza (gentil benefeitora da tromba)

(meu computador juntamente com mais 1001 items literalmente tomaram um duche ontem)

Thursday, January 17, 2008

London no inverno

Já vos tinha falado da Tate Modern? Pois fui ver a racha no chão...tá giro. Usem lá 5 min para ver o vídeo com a escultora Doris Salcedo a explicar o porquê deste trabalho.
E a expo da Loiuse Bourgeois...gostei muito.

Hoje fui a pé até à National Portrait Gallery nas calmas, parei num café muita giro pelo caminho e quando estava quase a chegar caiu uma carga de água....passei lá 2 horas com 2 exposições, uma
Pop , cheia de Marilyns Monroes, e outra de fotografia que gostei bastante e ainda vi um bocado da permanente...nada de espectacular, a não ser que os UK são mais q muitos e sempre tiveram muito dinheiro para mandar pintar retratos!

Bom, basta de histórias de arte destas bandas.
AH, houve uma aterragem de emergencia bem sucedida em Heathrow, felizmente.

O Gang no seu melhor...

...depois do jantar de Natal, vejam só que alegria