Dizia ontem o M. le Président em Nimes que a questão não é o que a Europa pode fazer, mas o que quer a Europa fazer? E mencionava grandes linhas programáticas como o que fazer com a Turquia e a Rússia, falava de feitos da sua Presidência da UE... Colocava a França e a UMP na vanguarda da decisão. Tudo num tom muito umbilical, fiel ao seu estilo.
Como a campanha em Portugal tende a pegar em modas de fora, como apresentar programas eleitorais e guerras contra e a favor de Durão Barroso (temperadas por grandes doses de especulação, mas disso falarei depois), e entre Sarkozy e o nosso PM podemos rever o estilo de um nos modos do outro, interrogo-me até quando vão as campanhas em prol do nosso governo para as eleições europeias evitar pegar nos mesmos chavões. Digo, campanha pelo governo para as eleições europeias, ou seja, a prova cabal de uma primeira volta das legislativas. Confusos? Também eu, mas o problema é que Sarkozy, ao contrário de outros, não tem sido tão mau quanto isso para a França da cena internacional, e volta e meia levanta o ego aos seus. Por Portugal tudo desce ou cai. Menos a auto-estima senhorial, e este discurso soa a ditado feito. A grande diferença é que Sarkozy vem dispersar assim a atenção dos seus cidadãos para o poder que a sua equipa cá fora pode ter, o que significa subtraír à consciência dos eleitores todas as animosidades contra a sua presidência, e substituir esse sentimento por uma perspectiva de influência e poder gozado na governação europeia. É uma tentativa de isolamento de casos políticos domésticos e europeus. Em Portugal esse exercício vai ser mais díficil. Esperemos que o povo descortine que não é assim que as coisas são, e não prefira a toalha de praia à urna de voto.
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