Vá, vão lá espreitar: http://sconescomlemoncurd.blogspot.com/
Até breve ao Gang em Bruxelas
Sempre vossa, Catana/Lemon Curd
Wednesday, January 28, 2009
Quem não arisca, não petisca!
Sim Gang, mudei de nome...sorry guys...agora já não sou a Catana...é que a pedido de várias famílias tive que por as minhas receitas na rede...assim podem ver a qualquer momento.
Roubar é crime público

A apropriação de bem alheio, com violência, constitui um ilícito penal. Em atenção à gravidade do acto, é ainda um crime público. Traduzido do jurídico, não carece de participação do lesado, entende-se que é potencialmente lesivo para a sociedade em geral.
Esta é a tipificação do crime de roubo, o que sobejas vezes confundimos com furto, distinto por ser desprovido de violência. E quando há apropriação de bens como os fundos públicos para obras, mas essa prática é feita por detentores de cargos políticos, normalmente a acusação foca-se em peculatos, abusos de poder e de autoridade...
Vem isto a propósito de 3 notícias que para mim constituirão a pedra de toque das eleições que se aproximam:
1- Houve um roubo, violento, em Castelo Branco. Dois homens tentaram assaltar uma ourivesaria. Acabaram por render-se, mas houve um momento em que um deles apenas pediu uma cerveja enquanto, ajoelhado num baldio, decidia se se suicidava ou não. Acabou por beber a cerveja e não se suicidar.
2- Fátima Felgueiras apresentou-se de novo em tribunal, desta feita para se defender de um caso de desvio de fundos. Como o azul foi a côr da moda na campanha passada, o tom para a campanha que se avizinha foi anunciado por um berrante saco lilás. Nada contra, novos trapos...
3- O caso Freeport aparece como mais um daqueles emaranhados em que apelidos e favores nos são bombardeados através de comunicados e comentários proferidos a uma velocidade maior do que Israel acorda e decide bombardear os Palestinianos outra vez.
Para vos ser sincero, o que eu acho é que a única pessoa a ser ilibada de tudo isto seria o desgraçado do ladrão da ourivesaria, mas desenganem-se os de consciência justa.
A Fátima Felgueiras vai conduzir a sua campanha como tradicionalmente, dos tribunais para a Câmara.
O Sócrates e os familiares veremos no que dá, mas como os ex-ministros do PSD também têm estado envolvidos em casos como o BPN, parece que o programa do governo é para cumprir.
Acho bem, pena é que tenha que ser em dois mandatos, sem terem feito grande coisa no primeiro, exceptuada a honrosa tentativa de se esconderem por trás de uma crise mundial. O que isso deu não foi criminalidade e insegurança no país, foi e será sim falta de confiança, desespero que vem à tona de água em casos como o de Castelo Branco. Seria isto uma agravante? Talvez, mas a atenuante virá com votos e mais votos, o povo todo vota de consciência.
A minha pena máxima será ver o povo a dar-lhe maioria absoluta. Parece que quem começa tem que acabar, obra feita ou não. E assim quem cumprirá pena será não só o ladrão, que é para aprender, será também o país, que nunca aprende! Até porque o ladrão deve ter sido empurrado para isso. Especulo, talvez pela crise, falta de emprego, tudo numa situação de desespero, que o levou a roubar, com violência. Já quanto à gula e abuso espelhados nos outros dois casos... não há violência, logo é furto.
Podia era tentar dizer que contra a moral e consciência colectivas também se podem cometer actos violentos, como os que nos levam a crer que todos os intrépidos corruptos saem impunes.
Thursday, January 22, 2009
Guantanamera - porreiro pá
A colaboração diplomática perturba-me o sono.
Disse o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros que Portugal podia receber os prisioneiros que viessem de Guantânamo. Ora, porque razão seremos nós os melhor colocados anfitriões para tão afamados e temíveis terroristas? Ainda que estes Srs. Terroristas não façam jus ao epíteto, depois da estadia em Guantânamo terão certamente mudado de ideias, e se esmiuçarem bem, dúvido que tenha sido para melhor. Terá o Governo necessidade de chamar a atenção para Portugal, querem trazer guerra para dentro de casa? Querem sentir a ira e a fúria de pessoas que se consideram injustamente presas, obcecadas com a sua sede de vingança? Ou ficou secretamente decidido em Conselho de Ministros que Portugal participaria num programa como este em retorno de contrapartidas irrecusáveis? Imagino: venham os prisioneiros, os níveis de segurança mantenham-se, instala-se o caos e depois de algum tumulto, virá o método socrático:
- Portugueses, este é um momento de grande dor. Mas para grandes males, grandes curas, e devemos agora apostar também em novas oportunidades. Vamos apostar na reconstrução do país. Assim geramos emprego no sector da construção e remodelamos a traça de algumas obras, feitas por engenheiros menos prestigiados!!!
Não vejo como, não sei porquê, não vislumbro onde.
Não vejo como pode o Governo tomar uma tal decisão com um tão leve ânimo, e de uma penada em conivência com um colaboracionismo escusado, na linha do que tanto criticou a Durão Barroso por causa da reunião dos Açores em 2003.
Não sei porque querem os nossos pródigos ministros receber este tipo de prisioneiros. Ao que parece as situações graves que se narram sobre o nosso sistema prisional estão todas erradas. Ou eu sou um céptico obtuso.
Restar-me-ia vislumbrar onde se albergam estas gentes, mas neste ponto, sou cego, não consigo ver lado algum. Podia ser vesgo, só veria a prisão de Alcoentre. É que no EPL estiveram celebridades, e não vamos confundir batalhas!
E depois de uma alegre merenda da manhã com direito a pastéis de nata, tomariam os Srs. Terroristas a sua marmita, com sopa da pedra, uma bucha de pão de Mafra recheada de leitão e, opa, aí vão eles alegres e pacatos, limpar os areais das praias do Oeste. Temos aqui um óptimo exemplo de medida correcional. Pois...
Agora lembro-me de outra... É isso! O Sr. Ministro (por mim Mal-) Amado pensou que era esse o treino que faltava aos nossos PSP e GNR para serem os melhores polícias do mundo. Guardarem as pacíficas criaturas que tanta dor de cabeça ainda podem vir dar aos EUA.
Só vejo um resultado: as miras de certas pessoas com um pérfido sentido de humanidade já devem andar a apontar para novos pardais...
Wednesday, January 21, 2009
Sr. Presidente Obama

Pois é, foi ontem, faz quase 24 horas, que Barack Obama se tornou o 44º Presidente dos EUA.
Não se sabe se alguma vez alguém terá saudades de Bush, que afinal ainda esteve dois mandatos na Casa Branca!
Ontem foi um dia histórico, porque pela primeira vez um negro foi quem prestou o juramento mais alto lá no burgo, como disse o próprio. Ninguém mencionou o nome Hussein, que também é dele, e o medo que ameaças feitas, contra a vida do novo JFK, se concretizassem em atentados foi marcante. Acho que até o vi na cara deles enquanto caminhavam.
E também deve ter entrado para a História toda a histeria em torno do acontecimento. Veremos até quando o povo está com ele.
Tuesday, January 13, 2009
Cábula de bolso (muito útil... digo eu!?)
As referências/imagem de Portugal a nível internacional estão em constante mutação. Aqui vai o apelo para o Turismo de Portugal, que se inspire neste post para próximas campanhas publicitárias.
Antes:
- Fado, Eusébio, Amália e Figo.
Depois:
- Barroso, Mourinho, Cristiano Ronaldo e ... o cão de Obama.
Antes:
- Fado, Eusébio, Amália e Figo.
Depois:
- Barroso, Mourinho, Cristiano Ronaldo e ... o cão de Obama.
Dizem que é ...o melhor emprego do mundo!
O governo do Estado de Queensland, na Austrália, está a oferecer o que considera "o melhor emprego do mundo": o de empregado de uma ilha paradisíaca.
O local de trabalho é a ilha Hamilton, uma das 600 ilhas da Grande Barreira de Corais, o maior recife de coral do mundo, que abriga um complexo e diverso ecossistema. A vaga é para um contrato de seis meses e o salário é de cerca de 100 mil dólares.
O processo de selecção está aberto até 22 de Fevereiro e o nome do novo empregado será anunciado no dia 6 de Maio. Quem for o escolhido deve começar a trabalhar no início de Julho.
Mais info www.islandreefjob.com
O local de trabalho é a ilha Hamilton, uma das 600 ilhas da Grande Barreira de Corais, o maior recife de coral do mundo, que abriga um complexo e diverso ecossistema. A vaga é para um contrato de seis meses e o salário é de cerca de 100 mil dólares.
O processo de selecção está aberto até 22 de Fevereiro e o nome do novo empregado será anunciado no dia 6 de Maio. Quem for o escolhido deve começar a trabalhar no início de Julho.
Mais info www.islandreefjob.com
Thursday, January 08, 2009
Votos de um Feliz Ano Novo
Wednesday, January 07, 2009
Exportar o Mar, a mais urgente obra pública
Carta aberta aos portugueses
Exportar o Mar, a mais urgente obra pública
O Presidente da República sublinhou na sua mensagem de Ano Novo que Portugal terá, no aumento das exportações, um dos trunfos para vencer a grave crise económica que se está a abater sobre todos nós. Sabemos que nos endividamos cada vez mais no estrangeiro, ao exportar cada vez menos do que se importa.
Será nas actividades do Mar que o nosso Pais poderá, em pouco tempo, se lançarmos mãos à obra, encontrar as riquezas para exportar que nos salvem dum naufrágio.O MAR está à porta dos portugueses.
As actividades a ele inerentes podem minguar, crescer, paralisar, reduzir-se ou imobilizar-se, mas o MAR está e estará sempre no mesmo local. Não se desmonta, não vai à falência, não se embala e transfere para países do terceiro mundo, não parte à procura de mão-de-obra barata; está lá sempre à nossa espera, a aguarda que lhe captem as suas potencialidades.
O País encontra-se sobre um precipício e nele cairá se não ampliar rapidamente as suas exportações. E essa ampliação só será alcançada se os estrangeiros as quiserem comprar. E só compram aquilo que não tiverem melhor e mais barato. E o que fazer para tal objectivo? Investir nas actividades e produtos inerentes ao MAR onde seja urgente, a saber:
- O Turismo - O turismo de qualidade, de apetência, de satisfação e prazer. No lazer, no entretenimento, no ambiente da natureza, nos desportos náuticos, enfim na valorização e desenvolvimento harmonizado e sustentado de todas as estruturas que na beira mar e na orla costeira podem atrair os visitantes e deixar neles o gosto de voltar.
- Os Portos - Os nossos seis portos principais devem ser adaptados, equipados e preparados para as actividades da nova geração dos grandes navios. Rentabilizados na mobilidade das mercadorias e dos turistas que por eles passem ou que possam ser transferidas para portos estrangeiros (exportadas) restaurando e modernizando as degradadas estruturas e vias de comunicação. Ampliados nas suas ofertas de docas e marinas de recreio.
- As Pescas - As pescas podem e devem, dentro dos condicionamentos da EU, orientar-se para as espécies de maior valor rentabilizando todos os seus produtos no maior aplicação possível ao acondicionamento (conservas e outros em imagens atractivas) para exportação. Modernizar as suas frotas. Valorizar as suas tripulações. Minimizar os desperdícios. Aperfeiçoar a manutenção, conservação e reparação das unidades e das artes.
- Os Estaleiros - Os estaleiros quer de construção quer de reparação naval devem ser ampliados e equipados de modo a construir rapidamente unidades modernas e competitivas para o comércio marítimo, para as pescas e para o recreio. Com especial incidência na procura dos mercados dos países da CPLP.Exportar um navio equilibra tanto a balança de pagamentos como exportar 10.000 carros.
As Investigações e Conhecimento Científico das Ciências do Mar
- As Ciências dos MAR e os organismos que as dinamizam devem receber melhores meios humanos de investigação e ensino, melhores equipamentos laboratoriais e ficar mais facilitados a todos os elementos estrangeiros que os desejarem frequentar de modo a se alcançarem nos suas instalações os mais actualizados estudos e investigações nas Ciências Marinhas.
- As Riquezas dos Fundos Marinhos - A actividades de pesquisa aos fundos do mar devem incidir num rápido Planeamento das riquezas minerais nele existentes; nas riquezas arqueológicas e na capacidade de das actividades subaquáticas desde as científicas até às de cinema e vídeo.
Para levar à prática a execução de todas as actividades, acima referenciadas, deve ser instituída UM LISTAGEM urgente das mesmas (quer públicas quer privadas) e constituído um Fundo de pelo menos 20 mil milhões de Euros que seriam atribuídos de acordo com a ordem prioritária da referida lista das obras públicas rentáveis e de garantia sustentável futura aos empregos a criar.
De imediato os projectos do TGV, do novo aeroporto de Lisboa, da 3ª travessia do Tejo, e das auto-estradas planeadas, para menos de 100 quilómetros das existentes, seriam colocados no final da referida LISTAGEM.Se conhecerem outro projecto para melhor e mais rapidamente reduzir o tremendo défice comercial que nos vai afogar a todos apresentem-no.
Está nas vossas mãos.
Joaquim Ferreira da Silva
Capitão da Marinha Mercante
Membro da Secção Transportes de Sociedade de Geografia
Membro da Academia de Marinha
Presidente da Fundacion TECNOSUB-Tarragona
Tuesday, January 06, 2009
Mr Easy partilha experiência
Stelios Haji-Ioannou, mais conhecido como Mr Easy, define-se a sim mesmo, como um self entrepreneur. É esse o cargo que consta no seu business card. E afirma que “só trabalhei uma vez para outra pessoa, e era o meu pai”.

Há medida que as pessoas se habituavam à ideia (principalmente a certeira) a companhia aérea ganhou sucesso e começou a voar para outros aeroportos. No entanto Stelios só se apercebeu da importância da EasyJet quando, em 1998, a British Airways criou uma empresa semelhante: a Go Fly. “Nessa altura soube que tinha uma marca vencedora”, afirma. O projecto não teve grandes resultados e acabou por ser adquirido, em 2002, pela empresa que queria destronar.
Quando decidiu ir para a bolsa de valores (Stelios alienou 60% do capital da EasyJet) o magnata tomou aquela que considera ser uma das suas decisões mais acertadas: manteve a marca Easy na sua empresa privada.
Sobre o nome Easy, Stelios afirma que não foi fácil chegar á selecção final. A tradição manda que a empresa tenha o nome do proprietário. Mas para o executivo o nome Stelios Air ou Haji-Ioannou Air… não soava bem. Aliás, a primeira coisa que fez quando chegou a Inglaterra foi adoptar, sempre, o nome de Stelios. Como relembrou o evento, o sobrenome era impronunciável.
Mas a sorte nem sempre sorriu a Stelios. Quando questionado sobre o seu pior erro a resposta foi imediata: quando no início do século decidiu criar uma rede de cibercafés. “Queria criar uma espécie de McDonalds, mas com internet.” Mas o momento escolhido não foi o melhor. Estava-se no auge da bolha (a crise deu-se imediatamente a seguir) e “crescemos demasiado rápido, fomos para demasiados países”. Resumindo, “perdemos o controlo”, constata Stelios.
Este erro ensinou a Stelios um valiosa lição. E tornou-o um crente dos benefícios do franchising. E o conselho dado é muito claro: “Se arriscarem, assegurem-se de que, caso corra mal, conseguem lidar com isso e recuperar.”
Mas Stelios não é de ficar parado durante muito tempo. Rapidamente entrou no negócio dos autocarros e depois nos cruzeiros, sempre tendo como base o conceito low cost. E procurou utilizar as mesmas estratégias. Por exemplo, no início da EasyJet a fuselagem dos aviões estava pintada com o número de telefone e o endereço do site da empresa. E funcionou. O mesmo aconteceu com os autocarros. Mas, em relação aos cruzeiros a reacção foi diferente. As pessoas não aceitavam esse tipo de publicidade.
Quando questionado sobre a origem do seu sucesso Stelios teve uma resposta rápida: “gosto do que faço”. E se não gosta do que está a fazer rapidamente pára e muda de abordagem. Além disso, o magnata considera que o trabalho deve ser algo agradável. E afirma que a criatividade, tão essencial à sobrevivência dos negócios, se obtém pela prática, pela experiência. “Acredito que não há substituto da experiência e erro”, afirma. O chamado “Try and Error”.
A sua primeira experiência como entreperneur deu-se quando tinha apenas 25 anos. Foi quando decidiu avançar para o mundo dos transportes marítimos, seguindo as pisadas do pai. Mas foi com a EasyJet (empresa criada aos 28 anos) que ficou conhecido no meio empresarial. Depois disso novos projectos surgiram. Ao todo o magnata á esteve envolvido em mais de 17 negócios, (quase) todos sob a alçada do marca Easy. Aliás, Stelios afirma que actualmente o seu trabalho é mais o de gerir a marca criada e estar atento a novas oportunidades.
Alexandra Costa / Sentido das Letras

A família tinha toda uma tradição no negócio dos transportes marítimos. Por isso não é de admirar que a sua primeira tentativa de independência, aos 25 anos e financiada pelo pai, tenha sido nessa área. Três anos depois resolveu mudar de ares. Saiu da Grécia e foi parar a Luton. A ideia era “convencer as pessoas a voarem de Luton para Gatwick (e vice-versa) por 29,99 libras”, afirma Stelios. Foi assim que nasceu a EasyJet. um conceito novo na Europa que depois se traduziu num novo segmento, o das low cost. No entanto Stelios não reclama para si a criação do conceito. Segundo este executivo, ele próprio teve a ideia depois de ir aos Estados Unidos. O modelo low cost da EasyJet foi baseado na companhia norte-americana Southwest Airlines, mundialmente conhecida como a primeira low cost.
Há medida que as pessoas se habituavam à ideia (principalmente a certeira) a companhia aérea ganhou sucesso e começou a voar para outros aeroportos. No entanto Stelios só se apercebeu da importância da EasyJet quando, em 1998, a British Airways criou uma empresa semelhante: a Go Fly. “Nessa altura soube que tinha uma marca vencedora”, afirma. O projecto não teve grandes resultados e acabou por ser adquirido, em 2002, pela empresa que queria destronar.
Quando decidiu ir para a bolsa de valores (Stelios alienou 60% do capital da EasyJet) o magnata tomou aquela que considera ser uma das suas decisões mais acertadas: manteve a marca Easy na sua empresa privada.
Sobre o nome Easy, Stelios afirma que não foi fácil chegar á selecção final. A tradição manda que a empresa tenha o nome do proprietário. Mas para o executivo o nome Stelios Air ou Haji-Ioannou Air… não soava bem. Aliás, a primeira coisa que fez quando chegou a Inglaterra foi adoptar, sempre, o nome de Stelios. Como relembrou o evento, o sobrenome era impronunciável.
Mas a sorte nem sempre sorriu a Stelios. Quando questionado sobre o seu pior erro a resposta foi imediata: quando no início do século decidiu criar uma rede de cibercafés. “Queria criar uma espécie de McDonalds, mas com internet.” Mas o momento escolhido não foi o melhor. Estava-se no auge da bolha (a crise deu-se imediatamente a seguir) e “crescemos demasiado rápido, fomos para demasiados países”. Resumindo, “perdemos o controlo”, constata Stelios.
Este erro ensinou a Stelios um valiosa lição. E tornou-o um crente dos benefícios do franchising. E o conselho dado é muito claro: “Se arriscarem, assegurem-se de que, caso corra mal, conseguem lidar com isso e recuperar.”
Mas Stelios não é de ficar parado durante muito tempo. Rapidamente entrou no negócio dos autocarros e depois nos cruzeiros, sempre tendo como base o conceito low cost. E procurou utilizar as mesmas estratégias. Por exemplo, no início da EasyJet a fuselagem dos aviões estava pintada com o número de telefone e o endereço do site da empresa. E funcionou. O mesmo aconteceu com os autocarros. Mas, em relação aos cruzeiros a reacção foi diferente. As pessoas não aceitavam esse tipo de publicidade.
Quando questionado sobre a origem do seu sucesso Stelios teve uma resposta rápida: “gosto do que faço”. E se não gosta do que está a fazer rapidamente pára e muda de abordagem. Além disso, o magnata considera que o trabalho deve ser algo agradável. E afirma que a criatividade, tão essencial à sobrevivência dos negócios, se obtém pela prática, pela experiência. “Acredito que não há substituto da experiência e erro”, afirma. O chamado “Try and Error”.
História de um grego persistente
Stelios Haji-Ioannou nasceu a 14 de Fevereiro de 1967, na Grécia. Apesar de ter estudado inicialmente no seu país de origem, resolveu tirar a licenciatura em Londres, no London School of Economics. Também andou no City University Business School, onde tirou o MSC em Shipping Trade and Economics. Influência do negócio de família. Além disso o magnata também possui três doutoramentos honorários da Liverpool John Moores University, Cass Business School City University e Cranfield University.
Stelios Haji-Ioannou nasceu a 14 de Fevereiro de 1967, na Grécia. Apesar de ter estudado inicialmente no seu país de origem, resolveu tirar a licenciatura em Londres, no London School of Economics. Também andou no City University Business School, onde tirou o MSC em Shipping Trade and Economics. Influência do negócio de família. Além disso o magnata também possui três doutoramentos honorários da Liverpool John Moores University, Cass Business School City University e Cranfield University.
A sua primeira experiência como entreperneur deu-se quando tinha apenas 25 anos. Foi quando decidiu avançar para o mundo dos transportes marítimos, seguindo as pisadas do pai. Mas foi com a EasyJet (empresa criada aos 28 anos) que ficou conhecido no meio empresarial. Depois disso novos projectos surgiram. Ao todo o magnata á esteve envolvido em mais de 17 negócios, (quase) todos sob a alçada do marca Easy. Aliás, Stelios afirma que actualmente o seu trabalho é mais o de gerir a marca criada e estar atento a novas oportunidades.
Alexandra Costa / Sentido das Letras
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