Monday, April 21, 2008

A competitividade da Stª Terrinha

Li há dois meses que na aplicação do Quadro de Referência Estratégico Nacional se iriam passar cheques, quase instantâneos, de 25.000€ para assegurar uma continuidade ao ímpeto de reestruturação empresarial que o mesmo pode dar às PMEs portuguesas. Esta medida é de louvar, tanto quanto a previsão de reduzir o tempo de análise das candidaturas para cerca de um mês, quando o processo estiver em velocidade de cruzeiro. Outras boas medidas são enunciadas no mesmo artigo, caso da possibilidade de concertação entre várias empresas que detenham uma mesma necessidade. O aproveitamento de sinergias é sempre frutífero, evita desperdício de tempo e facilita a investigação de soluções inovadoras. Acresce que no caso de indústrias frágeis ou deprimidas, a solidificação da indústria regional ou de um sector significa uma nova esperança. E no nosso país bem que precisamos de novas esperanças.
Pelo artigo do Sol de hoje parece que as coisas se estão a compôr agora. Parece-me algo tarde, dá a sensação que o Governo não se preparou a tempo para aproveitar mais esta benesse vinda da Europa. Acordemos para esta certeza: o processo foi lento, a adaptação arrastou-se, e o Governo não vai admitir as suas faltas. É um tique clássico e prova de uma auto-estima narcisista que se denuncia em vários foros. Resta ver quem inculparão quando alguém apontar o dedo para mais um comboio que já vai longe.

O QREN pode ser um remédio para preparar a competitividade da indústria nacional. Já foi alvitrado em vários fóruns, como no PE durante a discussão da resolução sobre o futuro dos têxteis, que a nossa indústria precisa de se reconverter. Se preparamos a economia europeia para ser competitiva com base no saber, temos que valorizar o mesmo e explorar o benefício que pode trazer à nossa capacidade produtiva. É por isso que me espanta a inocência das partes no processo de implementação do QREN em Portugal. Do que é que ainda estão à espera? E se o processo resultou mais díficil, será que não se consegue acelerar toda a adequação e adoptar os instrumentos que possibilitem criar vantagens competitivas em Portugal. É pena não termos tido uma voz de oposição em casa, e que outros estejam exilados e remetidos a certos jornais...

No comments: